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Política

CPMI do INSS deve pedir indiciamento de ao menos 200 pessoas, diz relator

Relatório da comissão pode ter cerca de 5 mil páginas e citar integrantes do governo Lula, além do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI do INSS | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
Deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve pedir o indiciamento de pelo menos 200 pessoas. A informação é do relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, nesta segunda-feira, 23, a extensão dos trabalhos da comissão.

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Leia mais: “Mendonça manda Congresso prorrogar a CPMI do INSS

Gaspar afirmou que a comissão já elabora o relatório final, que deve reunir ao menos cinco mil páginas. Segundo o parlamentar, o documento se baseará em “técnica e provas”, sem “paixões políticas”. As declarações foram dadas em entrevista ao portal Metrópoles.

Antes da prorrogação autorizada pelo STF, a comissão pretendia apresentar o relatório aos parlamentares na próxima quarta-feira, 25, e realizar a votação na reunião seguinte, marcada para quinta-feira 26. Com a extensão do prazo, o texto continuará em elaboração.

Relatório pode incluir integrantes do governo

O relatório em andamento deve citar integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O ex-dono do Banco Master negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Na última quinta-feira, 19, agentes o transferiram para a Superintendência da corporação para iniciar os trâmites da colaboração.

O que investiga a CPMI do INSS

O Congresso Nacional criou a CPMI do INSS para apurar suspeitas de irregularidades e possíveis fraudes envolvendo benefícios previdenciários.

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A comissão reúne deputados e senadores e tem como objetivo investigar a atuação de servidores, intermediários e empresas que possam ter participado de esquemas de desvio de recursos ou concessões indevidas de benefícios. Ao final dos trabalhos, o colegiado pode sugerir indiciamentos e encaminhar o relatório às autoridades responsáveis por eventuais processos judiciais.

Leia também: “Vá em frente, ministro”, artigo de Augusto Nunes e Carlo Cauti, publicado na Edição 312 da Revista Oeste

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