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Política

CPMI: ‘Careca do INSS’ diz ser ‘vítima de narrativa fantasiosa’

Empresário alega que sua prisão preventiva foi baseada em ‘mentiras’ e que não responderá às interpelações do relator da comissão

Careca do INSS
O Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', durante depoimento na CPMI do INSS | Foto: Divulgação/Agência Senado

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, quebrou o silêncio ao prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta quinta-feira, 25. Em sua fala inicial, disse ser vítima de uma “narrativa fantasiosa” criada para “incriminá-lo”. Além disso, rechaçou as acusações de participação em fraudes contra aposentados.

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“Sempre acreditei que a verdade, sustentada em fatos e documentos, seria suficiente para afastar a mentira, a inveja e a calúnia que vêm sendo disseminadas desde o início desta investigação”, declarou o “Careca do INSS”.

+ CPMI: ‘Careca do INSS’ fica em silêncio durante depoimento

O empresário afirmou que sua prisão foi decretada com base em informações “falsas” prestadas por um ex-parceiro comercial. Segundo ele, o indivíduo tentou extorqui-lo e, depois de não conseguir, levou acusações sem fundamento à Polícia Federal.

“As premissas que fundamentaram a minha prisão preventiva chegaram ao conhecimento do ministro André Mendonça [do Supremo Tribunal Federal] de forma absolutamente equivocada e baseada em informações mentirosas”, disse o “Careca do INSS”. “É preciso afirmar, com toda a firmeza, que jamais tentei obstruir qualquer investigação.”

“Careca do INSS” ataca relator

Apesar de se dizer disposto a responder às perguntas dos parlamentares na oitiva desta quinta-feira da CPMI do INSS, o empresário deixou claro que não atenderá aos questionamentos do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

“Na sessão anterior, Vossa Excelência disse, por mais de uma vez, que sou ladrão do dinheiro de aposentados, sem me dar a chance de defesa”, afirmou o empresário. “O relator já me julgou e condenou sem sequer me ouvir, e por isso não responderei às suas perguntas.”

O depoente ainda se descreveu como um “empresário de 47 anos de carreira” que nunca dependeu de contratos com o setor público. “Uma trajetória marcada pela garra, pela resiliência e pela determinação de vencer na vida.” 

Apelido rejeitado

O empresário negou, por fim, ser o “Careca do INSS”. Nesse sentido, acusou setores da imprensa e adversários de construírem um personagem fictício para criminalizá-lo. “O denominado Careca do INSS não reflete quem eu sou, tampouco condiz com a minha história”.

“Hoje terei a oportunidade de demonstrar que jamais fui esse personagem fictício, o chamado ‘Careca do INSS’, rótulo criado para induzir pessoas de bem, veículos de comunicação e toda a sociedade a acreditarem em uma narrativa fantasiosa”, declarou.

Leia também: “A Câmara cria coragem (apesar do sistema)”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 288 da Revista Oeste

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