Depois das prisões de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação dos acusados para depor na comissão.
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“O próximo passo agora é encaminhar ao Supremo Tribunal Federal um requerimento ao ministro André Mendonça para que ele permita o depoimento dos dois presos, o Careca do INSS e o Camisotti, dessa vez como conduzidos à comissão na próxima semana”, afirmou Viana.
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Segundo o presidente da CPMI do INSS, os dois já haviam sido intimados pela Polícia Legislativa. “Eles já já haviam confirmado presença”, informou Viana. “Agora nós queremos ouvi-los, pois ambos têm muitas explicações a dar ao Brasil.”
Investigação em curso na CPMI do INSS
Carlos Viana disse que os depoimentos podem esclarecer os detalhes do esquema que, segundo a Polícia Federal, desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas em todo o país.
“Como eles conseguiram roubar tão facilmente a Previdência?”, interpelou o presidente do colegiado. “Como conseguiram expandir esse esquema envolvendo servidores públicos, políticos e onde está o dinheiro? Que é uma pergunta que o contribuinte brasileiro faz hoje. O que eles fizeram com os bilhões roubados dos aposentados brasileiros? Queremos dar explicações.”
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Para o senador, a participação do Careca do INSS e Camisotti pode abrir novos caminhos na investigação. “Novos pontos, aos poucos, serão liberados.”
“Tenho certeza que eles vão colaborar, e nós saberemos com clareza quem mais está envolvido em toda essa história”, declarou Viana. “Há muitas prisões ainda a serem feitas para que a gente possa dar satisfação aos pensionistas e aos aposentados do INSS e a quem paga imposto no Brasil.”
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