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Política

CPI diz ter identificado uso de dinheiro público para financiar MST em Alagoas

Recursos serviriam para o alguel de ônibus e para a compra de cestas básicas

Mesmo sem a aprovação do relatório, Salles apresentou no documento o indiciamento de 11 pessoas, incluindo Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e o líder da Frente Nacional de Lutas (FNL), José Rainha | Foto: Reprodução/MST
Mesmo sem a aprovação do relatório, Salles apresentou no documento o indiciamento de 11 pessoas, incluindo Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e o líder da Frente Nacional de Lutas (FNL), José Rainha | Foto: Reprodução/MST

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu uma diligência em Alagoas para averiguar denúncias de irregularidades no processo de reforma agrária. A ação ocorreu na sexta-feira 11.

Os parlamentares que compõem a CPI dizem ter coletado documentos que comprovam o uso de dinheiro público para financiar manifestações do MST no Estado.

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Notas fiscais em posse dos integrantes do colegiado mostram a liberação de recursos para o aluguel de ônibus, que teriam sido usados para o transporte de militantes. Os recursos também serviriam para a compra de cestas básicas e lonas para a montagem de acampamentos.

Uma mesma empresa de transporte teria recebido R$ 5,6 milhões, entre os anos de 2015 e 2023, com processos que envolvem a dispensa de licitação.

Leia também: “A cesta (nada) básica do MST”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 170 da Revista Oeste

O presidente da CPI do MST, deputado federal Coronel Zucco (Republicanos-RS), afirma que a denúncia é grave. “É a comprovação de que agentes públicos financiam diretamente esses movimentos, para invadir e depredar propriedades públicas e privadas, no campo e na cidade”, afirmou.

Zucco acresceta que o MST usa parte da população como “massa de manobra”, de acordo com os interesses do movimento. “Agora é possível entender as razões para acabar com CPI e fazer com que termine em pizza”, observou. “Mas isso não vai ocorrer. Com tudo que já apuramos até agora, é possível fazer um relatório contundente.”

A diligência da CPI do MST em Alagoas

Em 14 de junho, os parlamentares receberam a aprovação para a diligência. Isso ocorreu por meio de um documento, apresentado pelo deputado federal Delegado Fábio Costa (PP-AL).

O roteiro de trabalho incluiu reuniões nas sedes do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Os parlamentares também visitaram os assentamentos Ouricuri I, Ouricuri II e Ouricuri III, situados na zona rural do município de Atalaia.

Além de Zucco, participaram da diligência o relator da CPI do MST, Ricardo Salles (PL-SP), e o segundo vice-presidente da CPI, Delegado Fábio Costa (PP-AL). Também estiveram presentes os deputados Valmir Assunção (PT-BA) e Paulão (PT-AL), ambos titulares do colegiado.

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2 comentários
  1. Lindomar vitor morais
    Lindomar vitor morais

    Quem já encontrou trator, detrator em movimento de invasores de terra… Qual a fonte que jorra…

  2. Christian
    Christian

    Somando as despesas sem licitação chegaremos aos milhões..
    Isto está arraigado em todo o Brasil.
    O pior é o trabalho escravo que corre no MST e os carrões que os digigentes andam pelas cidades.
    Tem algo de MUITO errado aí.

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