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Política

CPI do MST: relatório pede indiciamento de deputado petista por organizar invasões

Documento também denuncia ex-ministro G. Dias por 'falso testemunho'

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) foi acusado de mandar e se beneficiar de invasões de terras no âmbito da CPI do MST | Foto: Reprodução

Prevista para terminar na quinta-feira 21, a CPI do MST já possui um relatório parcial pronto. O documento, ao qual Oeste obteve acesso, mostra que o relator, Ricardo Salles (PL-SP), pediu o indiciamento do deputado petista Valmir Assunção (BA), do líder da Frente Nacional de Lutas (FNL), José Rainha, e do general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

No decorrer de 60 páginas, o relatório da CPI do MST responsabiliza o governo do presidente Lula pelo aumento das invasões de terras no Brasil. Conforme o relator, a “tolerância zero” da gestão Bolsonaro e o fim do “clientelismo” acabaram com a chegada do novo governo petista.

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“As medidas foram desencorajadas, revogadas, suspensas e tendo seus efeitos anulados ou mitigados pela eleição de um governo que emite sinais contraditórios ao campo e às cidades”, argumentou Salles no relatório. “Em franca dissimulação, o governo ora diz condenar as invasões, fazendo-o, a contragosto, ao que tudo indica, pois, não poderia ignorar a indignação da maioria da sociedade que assiste estarrecida ao recrudescimento das invasões de terras no Brasil.”

O documento ainda mostra o agronegócio brasileiro como uma ala que mais contribuiu para o crescimento econômico do Brasil.

Indiciamentos na CPI do MST

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O relator da CPI do MST, deputado Ricardo Salles (PL-SP) | Foto: Lula Marques/Fotos Públicas

Para indiciar Valmir, Salles mencionou as acusações de ex-integrantes do MST contra o petista. O petista é acusado de cometer abusos contra outros invasores. Além disso, é suspeito de ordenar invasões na Bahia.

“Essa CPI recebeu e faz juntar a esse relatório diversos documentos consistentes em boletins de ocorrência, testemunhos escritos e gravados em vídeo, informações, relatos e declarações que, unanimemente, apontam o deputado Valmir Assunção como sendo supostamente o mandante e principal beneficiário de todas as ações criminosas praticadas pelo MST naquele extremo sul do Estado”, informou o relatório.

Outros dois assessores de Valmir e cinco lideranças regionais também foram indiciados no documento. Procurada por Oeste, a equipe do deputado não retornou até a publicação desta reportagem.

Em relação a José Rainha — um dos fundadores do MST –, Salles mencionou que, durante seu depoimento ao colegiado, o líder da FNL teria afirmado que usa, em benefício próprio, uma produtora de alimentos registrada em nome de terceiros.

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Desse modo, o relatório pede o indiciamento de José Rainha por falsidade ideológica e sonegação fiscal, pois ele também teria confessado não declarar imposto de renda regularmente.

No caso de G. Dias, a CPI do MST também considera o depoimento dele à comissão. Na ocasião, o ex-ministro afirmou que, durante sua gestão — entre janeiro e abril deste ano –, não teve conhecimento das invasões cometidas pelo MST.

A CPI, contudo, alega que, desde 2009, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) — que era subordinada ao GSI — monitora as atividades do movimento. Assim, G. Dias estaria mentindo. O depoimento do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, também é usado para desqualificar as afirmações de G. Dias.

Ao colegiado, Teixeira disse que as invasões de terras foram temas de reuniões no período em que o general comandava o GSI. Desse modo, o ex-ministro é acusado de falso testemunho.

O diretor-superintendente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Messias Silva, também é indiciado no relatório. De acordo com Salles, o Iteral “custeia, com dinheiro público, a subsistência das facções sem-terra FNL e MST no Estado”.

A expectativa é que o relatório seja lido entre a quarta-feira 20 e a quinta-feira 21 durante a última sessão da CPI do MST. Além disso, no mesmo dia deve acontecer uma votação para aprovar o documento.

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7 comentários
  1. Eraldo Fonseca
    Eraldo Fonseca

    Trabalho excelente do relator Ricardo Salles com a presença marcante do presidente da CPI, Tenente-Coronel Zucco que, junto com os demais integrantes de oposição ao desgoverno PTralha mostraram aos brasileiros como este Partido das Trevas é danoso ao país. O MST de JP Stédile só expandiu suas ações nefastas graças ao PT e aos demais partidos de esquerda. Esses sim, merecem a prisão

  2. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Parabéns pelo trabalho Deputado Ricardo Salles.

  3. Lucas Cezar Parnoff
    Lucas Cezar Parnoff

    Pelo menos agora sim o povo(que assistiu o desenvolver da CPI) sabe com certeza, que é o PT o principal beneficiado com esses movimentos sociais(criminosos), que fazem ocupações(invasões) em propriedades privadas e publicas.

  4. PCC
    PCC

    O único problema desta CPI. Não vai ter consequência nenhuma pros denunciados.

    1. Paulo Roberto Polidoro
      Paulo Roberto Polidoro

      Como toda CPI.
      Nosso dinheiro gasto em troca de pizzas. Pizzas muito caras, como sempre.
      Quer se dar bem, neste país ? Roube, mas roube bastante. Se roubar pouco, vai preso.

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