O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou nesta segunda-feira, 2, pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
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O parlamentar justificou o pedido com o fato de que diálogos monitorados mostram que Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, teria citado um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, referindo-se ao destinatário como “o filho do rapaz”.
Segundo o relator, “a Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas” e que “o grau de interferência e a tentativa de obstrução de Justiça tornam-se nítidos”, afirmou Alfredo Gaspar, no requerimento.

Mensagens interceptadas
Em outro trecho, mensagens enviadas por Roberta ao Careca do INSS, depois de etapas da operação, demonstram preocupação: “Some com esses telefones. Joga fora”, disse ela, além de mencionar um envelope com o nome do “nosso amigo”.
O relator acrescentou que, “sob a ótica política e investigativa, a medida justifica-se pela suspeita de que Fábio Luís tenha atuado como ‘sócio oculto’ de Antônio Camilo em empreendimentos de Cannabis medicinal financiados com recursos supostamente desviados do INSS”.
Pedido de quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS
A expectativa é votar o pedido nesta quinta-feira, 5, quando a comissão retoma as atividades. No entanto, integrantes da CPMI avaliam que o governo está articulado para impedir qualquer avanço em requerimentos que envolvem Lulinha. Além desse pedido, há solicitações de convocação do filho de Lula.
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Aliados do governo têm conseguido bloquear investigações que possam alcançar o Palácio do Planalto. De acordo com membros da comissão, a proximidade de partidos do centrão com o governo tem garantido cerca de 18 votos favoráveis ao Planalto, diante de 12 da oposição nesses casos.
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