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Política

CPI da Covid: defesa rebate pedido de indiciamento de Wizard

Veja a manifestação de outras pessoas que entraram na lista do senador Renan Calheiros

CPI da Covid | Foto: Pedro França/Agência Senado

A defesa do empresário Carlos Wizard classificou como absurda a inclusão dele no rol de pessoas que o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), sugeriu indiciar por crimes cometidos na pandemia.

À imprensa, o advogado Alberto Toron, disse que ele não é responsável por definir políticas públicas sobre saúde e muito menos de combate à covid-19. O relatório da CPI sugere que o empresário seja indiciado por epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

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“Portanto, o indiciamento dele é um absurdo. A defesa vai aguardar que a conclusão, o relatório da CPI seja enviado para o Ministério Público, e vamos ver qual encaminhamento jurídico será dado. Aí, sim, nos manifestaremos de forma mais ampla e concludente”, afirmou o advogado.

O relatório aponta Wizard como integrante de um gabinete paralelo, que, segundo a comissão, assessorava o presidente Jair Bolsonaro nas decisões em torno da gestão da pandemia.

Veja o que disseram outras pessoas que Renan Calheiros propôs o indiciamento

Nise Yamaguchi: “Vamos aguardar o relatório oficial da CPI para nos manifestarmos”.

Paolo Zanotto: “O ônus da prova é do acusador”.

Luciano Hang: “Estou agradecido e honrado por ter participado da CPI. Tive a oportunidade de explicar aos brasileiros o que eu e a Havan fizemos durante a pandemia. Sobre o relatório mencionar o meu nome, não esperava nada diferente, pois trata-se de uma comissão política amparada em narrativas e não em fatos. Tenho certeza que a verdade irá prevalecer. Quem não deve, não teme.”

Senador Flávio Bolsonaro: “O relatório do senador Renan Calheiros é uma alucinação, não se sustenta e é um desrespeito com as quase 600 mil vítimas da Covid que esperavam algo de útil da CPI. Trata-se apenas de uma peça política para agradar ao PT e para tentar desgastar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. As acusações contra mim e contra o governo não têm base jurídica e sequer fazem sentido. É preciso lembrar que todas as vacinas aplicadas no País, sem exceção, foram compradas pelo governo Bolsonaro. E que, apesar da CPI insistir no rótulo de negacionista, foi o governo Bolsonaro que aplicou mais de 254 milhões de doses de vacina, distribuiu 300 milhões de doses aos Estados e que por conta desse esforço alcançou 65% da população adulta totalmente imunizada, até o momento. Além disso, foi Bolsonaro que garantiu oxigênio e dezenas de milhares de leitos de UTI em todo o Brasil para fazer frente a pandemia. Se não fosse Bolsonaro, que por meio do auxílio emergencial, transferiu R$ 335,6 bilhões e atendeu 68 milhões de brasileiros, o País teria se transformado num caos”.

Deputado Ricardo Barros: “O senador Renan Calheiros não engoliu eu ter dito na CPI o mal que ela fez ao Brasil. Todos os depoentes ouvidos na CPI, sem exceção, me isentaram de envolvimento na Covaxin. A CPI não pode ignorar o fato de que a investigação negou as suspeitas. Vou processar o relator por abuso de autoridade e denunciação caluniosa”.

Deputada Carla Zambelli: “Entrei com ação no STF para garantir o direito de ser ouvida, exigindo que a Constituição seja cumprida. O vazamento é mais um crime cometido por Renan Calheiros”.

Deputada Bia Kicis: “A deputada não vai se manifestar”.

Deputado Carlos Jordy: “O vazamento do relatório por Renan Calheiros é criminoso e demonstra sua intenção, desde o início, de usar a CPI para fins político-partidários criando narrativas contra o Presidente e seus aliados. Será representado na PGR”.

Roberto Dias, ex-diretor do Ministério da Saúde: “Todas manifestações já foram feitas perante a PF, CGU e demais órgãos competentes”.

Roberto Jefferson: “A defesa de Roberto Jefferson repudia qualquer insinuação leviana com relação ao seu envolvimento em disseminação de fake news durante a pandemia.Roberto Jefferson jamais foi convidado a prestar qualquer esclarecimento perante a CPI. Por fim, a defesa confia na inocência e tomará todas as medidas legais cabíveis ao caso”.

Marcelo Queiroga: “O Ministério da Saúde informa que não foi notificado”.

Precisa Medicamentos e Francisco Maximiano: “A Precisa nega veementemente as supostas acusações e está à disposição da justiça para esclarecer todos os fatos”.

Prevent Senior: “A Prevent Senior contesta o relatório, os indiciamentos e tem total interesse que investigações técnicas, sem contornos políticos, sejam realizadas por autoridades como o Ministério Público. Infelizmente, no Brasil, criou-se o costume de acusar e condenar pessoas e empresas sem a precisão resultante do devido processo legal. Um verdadeiro linchamento público, sem que as denúnicas aventades fossem investigadas pelos senadores. Foi o que aconteceu com as denúncias infundadas levadas à CPI da Covid, que sequer foram apuradas com amplo direito à defesa e contraditório. São acusações de contexto extremamente politizado, em que tratamentos médicos foram previamente condenados por serem associados ao governo do presidente Jair Bolsonaro, com o qual a Prevent Senior não tem qualquer vinculação – aliás, como com nenhum partido político. Mais grave é a notícia do indiciamento de pessoas que sequer foram ouvidas no curso da CPI e o fato de os acusados não terem tido acesso aos documentos constantes do suposto dossiê, o que inviabilizou seu direito constitucional de ampla defesa e contraditório”.

Com informações do Estadão Conteúdo e G1

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