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Política

COP30: vereadora aciona MP para revisar gasto de R$ 31 milhões com transporte

Pedido cita dúvidas sobre critérios técnicos, rotas e responsáveis pela contratação

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A vereadora Ágatha Barra durante sessão na Câmara Municipal de Belém | Foto: CMB/Divulgação

A vereadora Ágatha Barra (PL) pediu que o Ministério Público do Pará analise a contratação feita pelo governo estadual para atender a COP30. O gasto, estimado em R$ 31 milhões, aparece em termo aditivo com validade de 90 dias e firmado com a empresa BRT Amazônia S.A., operadora do sistema de transporte de Belém.

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O documento enviado ao órgão detalha uma lista de perguntas sobre o serviço temporário. A parlamentar afirma que a administração estadual precisa explicar os fundamentos técnicos usados para sustentar uma despesa dessa dimensão e por tão pouco tempo.

Questionamentos sobre custos na COP30

A vereadora solicita informações sobre o total de veículos contratados e o valor estimado por unidade. Também cobra esclarecimentos sobre possíveis estudos prévios que justifiquem o serviço, além de comparações que indiquem se a compra de veículos próprios poderia representar melhor uso dos recursos públicos.

“No meu entendimento, o dinheiro público precisa ser aplicado prioritariamente em áreas essenciais”, afirma Ágatha. “E não em ações de caráter ‘meramente promocional, exclusivo e voltado para um evento de curta duração.”

O pedido inclui ainda a identificação do público que terá acesso aos ônibus e a definição dos trajetos previstos durante a vigência do contrato. Ela requer, também, a lista de responsáveis pela contratação e pela fiscalização da operação. Ágatha recomenda que o Tribunal de Contas do Estado examine o caso, diante do valor elevado e do caráter excepcional da despesa.

A parlamentar argumenta que o orçamento do Estado deveria priorizar áreas essenciais — como saúde, educação, saneamento, alimentação e transporte permanente —, e não ações voltadas a um evento temporário. Por isso, reforça que há elementos suficientes para a atuação do Ministério Público na verificação da finalidade e da regularidade do contrato.

Leia também: “Ministro do Turismo diz que incêndio na COP30 ocorreu por ‘falha’ da ONU”

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1 comentário
  1. José grossi filho
    José grossi filho

    O que adianta , é chover no molhado , governado e administrado por quadrilha

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