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Política

COP30 registra só 68 países confirmados a dois meses do evento

Delegações estrangeiras relatam dificuldades com hospedagem em Belém e reclamam de preços acima do normal

A realização da COP30 em Belém, no Pará, tem sido um dos principais 'investimentos' do governo Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Países reclamaram publicamente das tarifas, que variaram de R$ 6 mil a R$ 238 mil por diária | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A apenas dois meses da COP30, marcada para novembro em Belém (PA), o número de delegações estrangeiras confirmadas permanece baixo.

Segundo informações oficiais, apenas 68 países garantiram hospedagem até agora, um recorte modesto diante das 198 nações signatárias da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Outras 46 ainda negociam participação.

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Como resultado, o governo federal criou uma força-tarefa emergencial para conter o desgaste. A equipe reúne a presidência da COP30, a secretaria extraordinária, o Ministério do Turismo e o governo do Pará. O grupo tenta oferecer atendimento individualizado às delegações e evitar um esvaziamento do evento, que deve reunir 50 mil pessoas.

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Diante das dificuldades, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da conferência, publicou uma carta em que admite os “desafios logísticos” da capital paraense.

No documento, ele pede o engajamento de CEOs, investidores e empreendedores. “Ir a Belém é uma oportunidade de arregaçar as mangas, ouvir, aprender e somar-se ao espírito colaborativo do Mutirão Global”.

Para estimular adesões, o Brasil lançou em 1º de setembro o e-Visto gratuito, válido até dezembro de 2025 e disponível para múltiplas entradas. A medida, antes restrita a norte-americanos, canadenses e australianos, agora se estende a todos os países.

Segundo o secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, a iniciativa busca assegurar “condições efetivas de participação” às delegações.

Entre os países que já confirmaram estão Japão, Espanha, Noruega, Portugal, Arábia Saudita, Egito, República Democrática do Congo e Cingapura. O Ministério do Turismo informou que as negociações de hospedagem foram conduzidas diretamente com hotéis e plataformas digitais.

Governo negocia diretamente com hoteleiros

Belém conta com 53 mil leitos. No entanto, mais da metade está disponível em plataformas como o Airbnb, pouco adequadas a delegações oficiais. Os hotéis tradicionais oferecem pouco mais de 14,5 mil quartos, segundo o Ministério do Turismo. Além disso, duas embarcações com 6 mil leitos devem atracar cinco dias antes do evento.

O problema central está nos preços. Países reclamaram publicamente das tarifas, que variaram de R$ 6 mil a R$ 238 mil por diária. Segundo Corrêa do Lago, a alta chegou a dez vezes o valor normal, enquanto em outras COPs a inflação de preços girou entre duas e três vezes.

+ Leia também: “COP30: The Guardian mostra ‘deserotização’ de motéis”

O embaixador reconheceu a insatisfação crescente entre países em desenvolvimento. Ele destacou que a legislação brasileira não permite controle de preços, o que obriga o governo a negociar diretamente com a rede hoteleira.

Como resposta, o Planalto destinou R$ 172 milhões para reformas emergenciais em hotéis e abriu a oferta de quartos subsidiados, com valores entre US$ 100 e US$ 200, voltados especialmente a nações de menor renda. O objetivo é evitar a desistência de delegações consideradas fundamentais para as negociações climáticas.

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4 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    O Belforroxense, por onde andam ultimamente os imbecis do deocu marx, antônio nojeira e paulo andré mendonça? Todos com a mão no toba por causa da CPMI do roubo dos aposentados pelo INSS ou com os depoimentos bombásticos cheios de evidências do Tagliaferro?

    1. Paulo Miranda
      Paulo Miranda

      FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30! FLOP 30!

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