publicidade
Política

Na COP30, grupo indígena protesta para acessar recursos bilionários

Evento sofre críticas de ativistas, ambientalistas e até de Paul McCartney, em meio à baixa presença de líderes mundiais

Portal de acesso à Conferência do Clima, em Belém | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Portal de acesso à Conferência do Clima, em Belém | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Nesta segunda-feira, 10, o centro de Belém virou palco de um protesto que encerrou o primeiro dia oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A manifestação começou com uma projeção em um prédio: “Acabou o tempo para a justiça climática.” Logo depois, um grupo inflou uma cobra de 6 metros e bloqueou a Avenida Presidente Vargas por cerca de 20 minutos.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

A campanha “A gente cobra”, criada pela Aliança dos Povos pelo Clima, reúne lideranças indígenas, como o cacique Raoni e o ambientalista Ailton Krenak. O grupo exige que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) destine metade dos recursos diretamente às comunidades tradicionais.

O TFFF, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 6 de novembro, busca arrecadar US$ 125 bilhões para conservar florestas tropicais. Até agora, a iniciativa indica ser um fiasco, pois foram prometidos “apenas” US$ 5,6 bilhões.

Além de pedir o repasse, avaliado em US$ 2,8 bilhões, os manifestantes também exigiram que as próprias comunidades indígenas administrem o fundo e que seja criada uma taxação global sobre fortunas e lucros considerados excessivos.

COP30 ou FLOP30?

A COP30 começou com a participação reduzida de chefes de Estado. Em Belém (PA), o encontro, que pretende simbolizar avanços na agenda ambiental, vem sendo chamado de “FLOP30” até por defensores históricos da causa ecológica.

A Cúpula dos Chefes de Estado abriu a conferência na quinta-feira 6, com apenas 28 líderes — número menor que o das edições anteriores. Compareceram 15 presidentes, 11 primeiros-ministros e dois representantes da realeza. O esvaziamento provocou reações nas redes sociais, mostrando a falta de força do evento e do governo Lula.

Dentre os presentes, o chanceler alemão, Friedrich Merz, por exemplo, afirmou que a Alemanha apoia o TFFF. Contudo, não quis anunciar aportes ao mecanismo de Lula. Merz afirmou que “isso leva tempo”.

Países como Reino Unido, Estados Unidos e Espanha também confirmaram que não divulgarão investimentos durante a COP30. Isso diminui as chances de Lula conseguir os US$ 125 bilhões almejados.

Até Paul McCartney já criticou a conferência

As críticas à COP30 também ultrapassaram as fronteiras do Brasil. O músico Paul McCartney enviou uma carta ao presidente da conferência, André Corrêa do Lago, em que critica o cardápio do evento por incluir carne.

Ele escreveu que “servir carne em uma conferência climática é como distribuir cigarros em um evento de prevenção ao câncer”. A declaração reforçou a percepção de que o encontro não agradou nem mesmo àqueles que são ambientalistas de carteirinha, como McCartney.

Leia também: “Janja provoca a imprensa: ‘Já compraram coxinha?'”

Confira

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.