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Política

FAB gasta R$ 6 mi sem licitação em sistema antidrone para a COP30

Evento será realizado entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará

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Inicialmente, a compra estava orçada em US$ 610 mil | Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

A Força Aérea Brasileira (FAB) autorizou a compra, sem licitação, de um sistema antidrone que será usado durante a COP30, marcada para novembro, em Belém (PA). O equipamento vai custar R$ 6,6 milhões aos cofres públicos.

O contrato emergencial foi firmado com a empresa britânica D-Fend Solutions AD LTD, especializada em tecnologia de neutralização de drones. Sediada em Londres, a companhia desenvolve sistemas de proteção de perímetros críticos, como bases aéreas e eventos internacionais.

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A justificativa da FAB ressalta “urgência” como motivo da dispensa de licitação. Segundo a nota oficial, os agentes devem empregar o sistema em áreas sensíveis de movimentação de aeronaves e proteção de pátios operacionais durante a COP30. O evento vai reunir chefes de Estado e delegações estrangeiras.

Inicialmente, a compra estava orçada em US$ 610 mil (cerca de R$ 3,3 milhões na cotação de 16 de outubro). No entanto, a própria FAB publicou uma retificação quatro dias depois, dobrando o valor para US$ 1,2 milhão — o equivalente aos R$ 6,6 milhões finais.

Apesar do argumento de urgência, a Organização das Nações Unidas confirmou a realização da COP30 em Belém em maio de 2023. O evento deve ocorrer entre os dias 10 e 21 de novembro deste ano.

Gastos com a COP30 levantam suspeitas de irregularidades

A preparação da COP30 em Belém se tornou alvo de críticas e denúncias. Os deputados paraenses Rogério Barra (PL) e Éder Mauro (PL) suspeitam de superfaturamento em contratos milionários e indicam falhas de transparência nas obras.

No fim de abril, Rogério Barra apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União. Assim, ele denunciou o que chamou de “indícios robustos de sobrepreço e potencial faturamento” na reforma da Avenida Visconde de Souza Franco, na capital paraense.

+ Leia também: “Forças Armadas usam navio de guerra como base durante a COP30”

Segundo o parlamentar, o contrato inicial da obra era de R$ 310,8 milhões. Com aditivos, o valor subiu para R$ 311,9 milhões. Barra afirma que o custo é 3,6 vezes maior do que o de obras semelhantes realizadas em São Paulo.

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