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Política

Conselheiro do Tribunal de Contas no RJ, Brazão tem quase 90 imóveis avaliados em R$ 25 milhões

Polícia Federal acredita que a preservação desse patrimônio tenha sido a razão do assassinato de Marielle

Domingos Brazão
Em 2017, um ano antes do assassinato de Marielle Franco, Domingos Brazão chegou a ficar uma semana preso sob suspeita de envolvimento em casos de corrupção, como alvo da Operação Quinto do Ouro, da Polícia Federal (PF) | Foto: Reprodução/@valdeck.oficial

Acusado de ser o mandante da morte da vereadora Marielle Franco (Psol), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, é dono de 87 imóveis. A informação faz parte de um levantamento da Polícia Federal (PF), que avaliou o valor das propriedades em R$ 25 milhões. 

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A maior parte dos imóveis fica localizada na zona oeste da capital fluminense. A corporação acredita que a preservação do patrimônio da família de Brazão, sob influência de milícias, teria sido a razão principal do assassinato de Marielle.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, Domingos e o seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido), resolveram encomendar a morte da vereadora para impedir que ela interferisse nos “negócios” da família. Eles faziam grilagem de terras, que é a falsificação de documentos para, ilegalmente, tomar posse desses terrenos. Os irmãos negam qualquer participação no crime. 

Imóveis constam em cartórios do Rio de Janeiro

Na residência de Domingos Brazão, os agentes da PF dizem ter localizado dezenas de documentos referentes a propriedades da empresa Superplan Administração de Bens Imóveis e Participações. A companhia pertence ao conselheiro e sua mulher, Alice Brazão. Os registros dos imóveis também constam em cartórios do Rio de Janeiro, segundo a polícia.

“Fato que expõe de forma explícita que os interesses da família Brazão na região são da ordem das dezenas de milhões de reais”, afirmou o documento da PF. “Isso revela que a intrínseca relação desta com as milícias da região não se resume apenas a aspectos políticos como a formação e manutenção e manutenção de currais eleitorais, mas sim a um expressivo interesse patrimonial.”

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1 comentário
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Com esse salário de 23 mil ele teria que ter investido integralmente o valor por mais de 80 anos (1.070 meses) para ter esse patrimônio de 25 milhões em imóveis. Não estou considerando a possibilidade de ele ter ganho na loteria centenas de vezes, ter recebido herança de tios alfaiates e outras coisas do tipo.

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