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Política

Congresso aprova projeto que mantém sigilo de autores nas emendas

Proposta foi aprovada por 64 a 3 no Senado Federal

O senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, manteve a deliberação apesar dos apelos para que a proposta explicitasse o autor das emendas | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, manteve a deliberação apesar dos apelos para que a proposta explicitasse o autor das emendas | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira, 13, uma resolução que permite a destinação de emendas parlamentares sem a identificação dos autores. O projeto foi aprovado por 361 votos a 33 na Câmara dos Deputados. No Senado Federal, a proposta teve o consentimento de 64 parlamentares contra 3.

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Durante a sessão, que teve essa matéria como único item, deputados como Glauber Braga (Psol-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP) criticaram a rapidez do processo. Eles afirmaram que o texto foi protocolado menos de 24 horas antes da votação. Isso, de acordo com os parlamentares, comprometeu o debate sobre o assunto.

Presidente do Congresso manteve a deliberação

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Congresso, manteve a deliberação. Ele tomou a decisão apesar dos apelos para que a proposta explicitasse o autor das emendas. 

O relator do projeto, senador Eduardo Gomes (PL-TO), afirmou que não faria alterações na proposta. O político alegou que a medida não contrariava o regimento comum do Congresso.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o que ele chamou de “balbúrdia” no Orçamento da União criada por essas práticas. 

Anteriormente, o magistrado chegou a suspender esse tipo de repasse. Ele acionou a Polícia Federal para investigar irregularidades nas emendas.

Resolução não exige identificação do parlamentar responsável pela emenda

A resolução exige dados como município e CNPJ do favorecido, mas não a identificação do parlamentar responsável pela emenda.

Flávio Dino
O ministro Flávio Dino, do STF, criticou o que ele chamou de ‘balbúrdia’ no Orçamento da União criada por essas práticas | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

No fim de 2022, o STF exigiu maior transparência para os pagamentos. Isso gerou crise com o Congresso, especialmente com deputado federal Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara. À época, ele “turbinou” as emendas de comissão depois da derrubada das verbas de relator pela Corte.

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2 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Ditadura Cleptocrata. Legado do partido político mais nefasto da história do Brasil.
    Apoio massivo nas ruas 16/03.

  2. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Aprovação da maracutaia é rápida e apoiada pela grande maioria, mas impeachment de ministro do STF continua agarrado.

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