Um protesto de servidores municipais terminou em confusão dentro e fora da Câmara de Porto Alegre nesta quarta-feira, 15. Manifestantes contrários a projetos de reestruturação administrativa enfrentaram guardas municipais e seguranças, e o confronto deixou vereadores feridos.
As discussões no plenário se referiam a propostas que alteram cargos, funções e o plano de carreira dos servidores. Sindicatos e movimentos afirmam que as medidas reduzem direitos e representam retrocesso. A tensão começou na área externa, quando parte do grupo de manifestantes tentou invadir o prédio.
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Forças de segurança reagiram com gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter a ocupação. Houve correria, empurrões e agressões. Um projétil não letal atingiu a perna do vereador Erick Dênil (PCdoB). Seu colega de partido, Giovani Culau (PCdoB), machucou o pé depois de tentar chutar para longe uma bomba de gás.
Culau afirmou que tentou conter a confusão e permitir o acompanhamento da sessão por servidores. “O povo de Porto Alegre está sendo atacado, inclusive os próprios vereadores”, disse.
As vereadoras do Psol Grazi Oliveira e Atena Roveda sofreram cortes leves, também provocados por estilhaços. Já o deputado estadual Miguel Rossetto (PT), que acompanhava o ato, relatou ter sido atingido por um projétil, que rasgou o terno. Segundo ele, a situação marcou uma “violência inaceitável” contra a população.
Prefeito de Porto Alegre determina investigação
A presidente da Câmara, vereadora Comandante Nádia (PP), acionou o protocolo de segurança e interrompeu a sessão. O plenário foi reaberto mais tarde, mas as discussões foram encerradas novamente diante do clima de tensão.
O prefeito Sebastião Melo (MDB) determinou a abertura de inquérito para apurar a conduta dos guardas municipais e de seguranças. Em mensagem publicada nas redes sociais, ele afirmou que a investigação será rigorosa e que Porto Alegre “sempre foi uma cidade do diálogo”. “O procedimento deverá averiguar todos os elementos que contribuíram para o ocorrido, incluindo as imagens de câmeras corporais dos agentes de segurança”, escreveu no X.
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A linguagem do esquerdismo radical é fogo e violência, em vez de defender sua posição com argumentos sólidos. Quando são contidos se fazem de vítimas. Basta olhar o perfil de cada um.