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Política

Comissão do Senado aprova projeto que regulamenta as criptomoedas

Criptomoedas são lançadas por agentes privados e negociadas exclusivamente na internet

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Foto: Reprodução Pixabay

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira, 22, um projeto que reconhece e regula o mercado de criptomoedas no Brasil.

Caso não haja recurso para votação em plenário, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. Segundo o relator, o senador Irajá (PSD-TO), quase 3 milhões de pessoas estão registradas em corretoras de criptomoedas.

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O número citado pelo parlamentar se aproxima da quantidade de investidores na bolsa de valores. “As empresas negociadoras de criptoativos não estão sujeitas nem à regulamentação nem ao controle do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que torna mais difícil ao poder público identificar movimentações suspeitas”, afirmou.

As moedas digitais usam sistemas de criptografia para a realização de transações. Ao contrário do dinheiro emitido por governos, as criptomoedas são lançadas por agentes privados e negociadas exclusivamente na internet.

Em 2018, foram negociados R$ 6,8 bilhões em moedas virtuais no Brasil, tendo sido criadas 23 novas exchanges (corretoras). Em 2019, já eram 35 empresas agindo livremente, sem a supervisão ou a fiscalização dos órgãos do sistema financeiro.

O texto traz regras e diretrizes tanto para a prestação de serviços relacionados a ativos virtuais quanto para o funcionamento das corretoras.

Irajá fixou algumas diretrizes. A regulação do mercado de criptomoedas deve:

  • promover a livre iniciativa e a concorrência;
  • obrigar o controle e a separação dos recursos dos clientes;
  • definir boas práticas de governança e gestão de riscos;
  • garantir a segurança da informação e a proteção dos dados pessoais;
  • proteger e defender consumidores e usuários e a poupança popular;
  • garantir a solidez e eficiência das operações.

De acordo com o texto, o Poder Executivo deve criar normas alinhadas aos padrões internacionais para prevenir a lavagem de dinheiro e a ocultação de bens, assim como combater a atuação de organizações criminosas, o financiamento do terrorismo e da produção e comércio de armas de destruição em massa.

Pelo texto, cabe aos órgãos indicados pelo Poder Executivo autorizar o funcionamento das corretoras e definir quais serão os ativos regulados.

Com informações da Agência Senado

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3 comentários
  1. JOSE FERNANDO DE MOURA
    JOSE FERNANDO DE MOURA

    O estado sempre com essa desculpa de querer regular as coisas, quando na verdade o que seus agentes mais querem é tomar o dinheiro da população!

    1. Marco Polo Gerard Bondim
      Marco Polo Gerard Bondim

      Quanto mais intromissão do Estado, mais burocracia, mais custo, mais dependência do estado e mais possibilidade de corrupção!

    2. Ricardo Vieira Orsi
      Ricardo Vieira Orsi

      Reclamam se o estado regula, mas quando levam golpe dos vigaristas não regulados e perdem tudo, aí vão chorar na polícia e culpar a falta de fiscalização.

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