No acumulado dos últimos 12 meses até agosto, os gastos do setor público consolidado com juros da dívida fizeram o déficit nominal atingir R$ 969,6 bilhões, conforme dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira, 30. O valor representa um aumento de R$ 1,1 bilhão frente ao registrado em julho.
O relatório “Estatísticas Fiscais” detalha que o déficit nominal inclui tanto o saldo primário quanto as despesas com juros da dívida pública.
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Em agosto, o setor público teve déficit primário de R$ 23,1 bilhões, equivalente a 0,19% do Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto isso, em julho, o acumulado era de R$ 27,3 bilhões, ou 0,22% do PIB.
Somente em agosto deste ano, o montante gasto com juros chegou a R$ 74,3 bilhões. O valor é superior aos R$ 69 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.
Juros pressionam contas públicas
Ao analisar o período de 12 meses até agosto, os juros nominais pagos somaram R$ 946,5 bilhões, o que corresponde a 7,63% do PIB, ante R$ 855 bilhões, ou 7,46% do PIB, no ano anterior.
O resultado primário é calculado desconsiderando os juros, mostrando se arrecadação foi suficiente para cobrir despesas e investimentos.
Já o déficit nominal soma o resultado primário às despesas com juros, oferecendo um retrato mais amplo das contas públicas — e pode persistir mesmo com superávit primário, caso os juros estejam elevados.
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Evolução da dívida bruta
A Dívida Bruta do Governo Geral ficou em 77,5% do PIB em agosto. O Banco Central explicou que os juros nominais elevaram a dívida em 0,8 ponto porcentual, enquanto resgates líquidos, valorização cambial e variação do PIB nominal contribuíram para reduções parciais.
De janeiro a agosto, a dívida bruta aumentou 1 ponto porcentual. Desde o início do governo Lula, houve crescimento de 5,8 pontos porcentuais. Em valores absolutos, a dívida bruta alcançou R$ 9,6 trilhões.
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