Com o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma liderança do movimento já fala em “mobilizações”. O coordenador João Rodrigues admitiu que, durante a CPI, os ataques do movimento precisaram ser suspensos.
“CPI é sempre ruim”, afirmou, durante entrevista ao jornal Correio Braziliense, publicada nesta segunda-feira, 2. “Não existe CPI boa. Paralisou o governo.”
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De acordo com Rodrigues, a ideia dos protestos é pressionar o governo Lula a atender pedidos do ajuntamento. “O recurso é muito pouco”, disse Rodrigues. “Reconhecemos o que o governo herdou do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas um governo de quatro anos não pode levar um ano apanhando da máquina. É muito ruim.”
Rodrigues quer que o governo “recomponha o orçamento” do Incra para que o MST possa “avançar mais rápido no número de assentamentos e de regularização fundiária” em 2023.
CPI do MST termina sem indiciamentos
A CPI do MST terminou há cinco dias, sem propor indiciamentos. O presidente da CPI, Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS), agradeceu aos parlamentares durante os quatro meses de trabalho do colegiado. Ele fez questão de criticar o MST. “Mexer com o MST é enfrentar forças poderosíssimas”, disse Zucco. “A CPI incomodou demais.”
Ainda segundo Zucco, mesmo sem votar o relatório, a comissão apresentou um bom trabalho. “Acredito que a CPI do MST conseguiu expor as vísceras do movimento para toda a sociedade brasileira”, afirmou o parlamentar. “Aquela imagem do MST Robin Hood, que tira do rico para distribuir aos pobres, foi completamente desmascarada.”
Leia também: “Sem terra e sem lei”, reportagem publicada na Edição 156 da Revista Oeste






































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