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Política

Com fim da CPI do MST, líder sem-terra já fala em novas 'mobilizações'

Coordenador do movimento admitiu que, durante os trabalhos da comissão, as invasões do ajuntamento precisaram ser suspensas

MST CPI
João Paulo Rodrigues, coordenador do MST, e Lula, em evento do Dia do Trabalhador | Foto: Ricardo Stuckert/Twitter/@joaopaulomst

Com o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma liderança do movimento já fala em “mobilizações”. O coordenador João Rodrigues admitiu que, durante a CPI, os ataques do movimento precisaram ser suspensos.

“CPI é sempre ruim”, afirmou, durante entrevista ao jornal Correio Braziliense, publicada nesta segunda-feira, 2. “Não existe CPI boa. Paralisou o governo.”

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Sem votação de relatório, CPI do MST chega ao fim com apresentação de pacote anti-invasões à mesa diretora da Câmara dos Deputados – 27/9/2023 | Foto: Marina Agostine/ Revista Oeste

De acordo com Rodrigues, a ideia dos protestos é pressionar o governo Lula a atender pedidos do ajuntamento. “O recurso é muito pouco”, disse Rodrigues. “Reconhecemos o que o governo herdou do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas um governo de quatro anos não pode levar um ano apanhando da máquina. É muito ruim.”

Rodrigues quer que o governo “recomponha o orçamento” do Incra para que o MST possa “avançar mais rápido no número de assentamentos e de regularização fundiária” em 2023.

CPI do MST termina sem indiciamentos

A CPI do MST terminou há cinco dias, sem propor indiciamentos. O presidente da CPI, Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS), agradeceu aos parlamentares durante os quatro meses de trabalho do colegiado. Ele fez questão de criticar o MST. “Mexer com o MST é enfrentar forças poderosíssimas”, disse Zucco. “A CPI incomodou demais.”

Ainda segundo Zucco, mesmo sem votar o relatório, a comissão apresentou um bom trabalho. “Acredito que a CPI do MST conseguiu expor as vísceras do movimento para toda a sociedade brasileira”, afirmou o parlamentar. “Aquela imagem do MST Robin Hood, que tira do rico para distribuir aos pobres, foi completamente desmascarada.”

Leia também: “Sem terra e sem lei”, reportagem publicada na Edição 156 da Revista Oeste

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