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Política

Cláudio Castro entra com recurso contra inelegibilidade no TSE

Ex-governador tenta garantir vaga para disputar o Senado pelo Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em reunião com Motta e demais chefes do Executivo | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Cláudio Castro foi condenado por abuso de poder | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) entrou com um recurso nesta quarta-feira, 29, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a condenação de inelegibilidade até 2030.

Castro e o ex-vice-governador Thiago Pampolha foram condenados por abuso de poder econômico e político durante as eleições de 2022. 

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Leia também: “TSE mantém cassação de Silvia Waiãpi por suposto uso irregular de verbas de campanha”

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar também apresentou recurso à Corte. O TSE condenou ele no mesmo processo.

Nos dois recursos, Castro e Bacellar pedem que os efeitos do julgamento do TSE sejam suspensos até o novo julgamento da Corte Eleitoral.

A defesa do ex-governador alega um suposto risco da validade dos efeitos da decisão, antes do recurso ser analisado, em relação às convenções partidárias para as eleições de 2026. Castro pretende se candidatar a uma vaga no Senado pelo PL fluminense.

Leia também: “TSE divulga acórdão de julgamento de Cláudio Castro”

Enquanto a defesa de Bacellar tenta viabilizar a recondução do ex-presidente da Alerj ao cargo de deputado estadual.

Diferentemente de Castro e Bacellar, Pampolha não pretende se candidatar a nada nas eleições gerais deste ano. Em maio de 2025, ele renunciou ao cargo de vice-governador para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Condenação de Castro

Por cinco votos a dois, o plenário do TSE declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível pelo período de oito anos. A maioria dos ministros entendeu que o político do PL praticou abuso de poder político e econômico e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.

O caso envolveu, durante o período eleitoral, a contratação de 27 mil servidores temporários, sem demonstração de urgência e necessidade por órgãos vinculados ao Estado.

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