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Política

Ciro Nogueira vincula operação da PF a perseguição política

Presidente do PP nega recebimento de valores ilícitos e afirma que investigação sobre Banco Master tenta barrar oposição

O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, e o senador Ciro Nogueira (PP/PI) | Foto: Montagem sobre reprodução/redes sociais
O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, e o senador Ciro Nogueira (PP/PI) | Foto: Montagem sobre reprodução/redes sociais

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou qualquer irregularidade depois de ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero. Em vídeo publicado nesta terça-feira, 12, o parlamentar classificou a investigação como um “roteiro de ficção”. Nogueira afirmou que a ação policial ocorre apenas por ele ser um líder da oposição ao governo federal.

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A Polícia Federal apura se o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deu vantagens financeiras ao senador. Em troca, o congressista teria defendido interesses do grupo econômico no Senado. Nogueira rebateu as suspeitas e declarou que a “criatividade é infinita” para criar acusações, mas que nada será comprovado contra ele.

Emenda sob suspeita

Os investigadores revelam que uma emenda apresentada por Nogueira foi escrita pela assessoria do Banco Master. O texto previa aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Mensagens obtidas pela PF mostram quando Vorcaro celebra que o projeto saiu “exatamente” como ele havia enviado ao senador.

Ciro Nogueira defendeu a medida e prometeu reapresentar a proposta. Segundo o senador, a mudança protege correntistas e pequenas empresas em caso de quebras bancárias. Ele ressaltou que o FGC utiliza apenas recursos privados dos bancos e que o valor não recebe correção há 13 anos. O parlamentar negou que o texto tenha sido copiado integralmente da assessoria de Vorcaro.

Histórico de operações

O presidente do PP comparou o episódio atual com uma operação sofrida em 2018, também em ano eleitoral. Na época, a Procuradoria-Geral da República arquivou o inquérito por falta de provas. Nogueira acredita que a história se repete agora em 2026 para tentar enfraquecer sua influência política e sua pré-candidatura.

A decisão que autorizou as buscas partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirmou que sua trajetória pública é pautada por “coisas corretas” e que ataques são comuns contra presidentes de grandes partidos. O congressista declarou que continuará atuando no Senado conforme seus princípios, sem recuar diante das pressões judiciais.

Leia também: “PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por suposta coação”

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