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Política

Ciro Nogueira: CPI vem em 'momento errado' e tem único objetivo de atingir Bolsonaro

Aliado do presidente, senador do PP do Piauí critica uso político da investigação sobre gestão da  pandemia pelo governo federal e prevê 'grandes surpresas'

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, exibido pela RedeTV! nesta terça-feira, 20, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) criticou a criação da CPI da Covid em um momento delicado da pandemia no Brasil. Segundo o parlamentar, o grande foco da comissão é atingir o presidente Jair Bolsonaro com objetivos eleitorais.

Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa é apresentado por Luís Ernesto Lacombe e também conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

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“Não tenho dúvida que o momento é mais do que inoportuno. O momento é errado. É uma CPI criada apenas com o foco de atacar o presidente da República. Passa uma imagem muito ruim para a opinião pública e para a população, que se sente muito abandonada”, criticou Nogueira.

Leia mais: “CPI da Covid será instalada na próxima terça-feira”

Para o senador, os oposicionistas “escolheram a guerra política em vez de se preocupar com a imunização e o tratamento das pessoas”. “Uma CPI como esta seria importante depois que passar essa pandemia, principalmente o seu pico”, ponderou Nogueira.

Governadores na berlinda

Na avaliação do senador, o decorrer das investigações pode atingir, principalmente, prefeitos e governadores, e não o presidente da República.

“Acho que nós vamos ter grandes surpresas no decorrer e no final da CPI”, avalia. “O primeiro foco, no intuito das pessoas que hoje comandam essa CPI, é atingir o presidente Bolsonaro. Mas contra o governo federal não há uma acusação de desvio de recurso público. Quando chegarem os relatórios da Polícia Federal [PF] apontando os desvios e fraudes feitos em grande parte dos Estados, o foco da CPI vai mudar”, completa.

J. R. Guzzo: “CPI é sinônimo de farsa de terceira categoria”

Indagado sobre a participação dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) — os dois parlamentares são pais dos governadores de Alagoas, Renan Filho, e do Pará, Helder Barbalho, respectivamente —, Ciro Nogueira disse que ambos têm legitimidade para integrar a comissão.

“É legítima a participação tanto do Renan quanto do Jader. O que não podemos aceitar é o uso político, com esses ataques”, disse Nogueira. “Nós temos que esperar o decorrer da CPI, os fatos que vão ser levantados.”

Leia também: “MPF questiona Estados sobre repasses federais no combate à covid-19”

4 comentários
  1. Sandro Luis Batista Soares
    Sandro Luis Batista Soares

    Acompanhei a entrevista, quando era indagado a respeito dos arroubos do stf. Ele era totalmente maleável, pois ele tem o babo preso e muito preso.

  2. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    Legítimoooo??? Papai “””investigar””” filhinho corrupto??? Cansa viu…

  3. Antonio Gusmao
    Antonio Gusmao

    Penso que esta CPI vai ser igual a facada do Adélio. Vai reeleger o presidente no primeiro turno. Pode e deve haver bons erros no Governo Federal, mas nada que já não tenha sido exaustivamente explorado pela mídia. Na realidade resta os Governadores e Prefeitos de grandes cidades que ainda não alcançaram a mídia nacional, mostrando as mazelas que a Federal tem levantado. Depois que cansarem de bater no Presidente, restarão os Governadores e os membros podres da CPI, embora que sejam corruptos ladrões, mas legítimos. Até Lula é legitimo num pais de Corruptos e um STF partidário. O POVO terá de ir ás ruas. Bater forte. Ladrão sabidamente reconhecido na presidência!? Duvido e acho que até o Petista de bem, não quererá isto para o Brasil e seus netos e filhos. Salvo se for malandro o bandido, também, mas são poucos.

  4. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Querem derrubar o Bolsonaro do Governo e torná-lo inelegível em 2022.

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