A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na última sexta-feira, 27, a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026, que determina um aumento expressivo no porcentual de recursos municipais destinados à segurança urbana. O índice, que anteriormente era de 1,34% do orçamento total, passará a corresponder a 3%.
A medida foi proposta pela vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) e contou com o aval da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa. De acordo com a justificativa apresentada, o incremento ocorre em resposta direta à percepção crescente de insegurança entre os moradores da capital paulista.
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Diversos levantamentos recentes, como o realizado pelo instituto Atlas Intel, mostram que 67,9% da população consideram a segurança como prioridade máxima. Outro estudo, o Viver em SP: Qualidade de Vida, feito pelo Ipec, revelou que 74% dos entrevistados consideram a violência o maior problema enfrentado no município.

Os recursos aprovados deverão financiar ações como o fortalecimento da Guarda Civil Metropolitana, a ampliação da rede de videomonitoramento urbano, o patrulhamento ostensivo em áreas críticas e projetos voltados à prevenção de crimes.
Ao comentar a votação, Amanda afirmou que a decisão reflete as principais reclamações da população. “Muitas das demandas que recebo em meu gabinete são sobre insegurança e relatos de roubo“, relatou.
“Por isso, atendendo à população e buscando mais proteção para todos, é imprescindível que haja um aumento significativo no investimento em segurança pública na cidade, e fico feliz em ver que os outros vereadores pensam da mesma forma e aprovaram esse aumento primordial”, encerrou.
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No levantamento anterior, de janeiro, a violência e as questões sociais estavam tecnicamente empatadas. Esta é a primeira vez, desde o começo da série histórica, em abril de 2023, que a violência lidera isoladamente. Naquele período, a economia era a maior preocupação, e agora ocupa o segundo lugar, empatada com as questões sociais.
A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, foi realizada entre 27 e 31 de março, com 2 mil entrevistados a partir de 16 anos em todo o Brasil. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança.
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