O advogado Jeffrey Chiquini, que representa o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins, usou as redes sociais nesta terça-feira, 23, para rebater o documento apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo ele, o próprio órgão admite que não existe prova material que vincule seu cliente à chamada “minuta do golpe”.
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“A PGR apresentou suas alegações finais contra Filipe Martins”, escreveu Chiquini. “No documento, admite expressamente que a suposta ‘minuta do golpe’ não existe nos autos, que não há qualquer prova material de que esse documento tenha sequer existido algum dia e muito menos de que Filipe Martins tenha qualquer vínculo com ele.”
Chiquini acrescentou que o próprio órgão reconheceu depoimentos que afastam o nome de Martins das reuniões investigadas. “A própria PGR ainda reconhece que todas as testemunhas e os demais réus negaram a presença de Filipe em qualquer reunião”.
Mesmo diante dessas declarações, a defesa sustenta que o Ministério Público insiste em pedir a condenação do ex-assessor. “Como não há hombridade nesse jogo de cartas marcadas, insiste na condenação do Filipe com base exclusiva no depoimento mentiroso de Mauro Cid.”
PGR afirma que “núcleo 2” gerenciou a “trama do golpe”
Nesta segunda-feira, 22, a PGR enviou ao Supremo Tribunal Federal as alegações finais da Ação Penal n° 2.693. O processo envolve o chamado “núcleo 2”, indicado como responsável pela “gestão” da suposta tentativa de golpe de Estado.
Nesse sentido, o órgão pediu a condenação de Filipe Martins, Fernando de Sousa Oliveira, Marília Ferreira de Alencar, Marcelo Costa Câmara, Mário Fernandes e Silvinei Vasques.
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A PGR entende que os réus atuaram no monitoramento de autoridades e na elaboração de planos para neutralizá-las. Segundo o órgão, eles também teriam participado da elaboração de um decreto que romperia com as estruturas democráticas do país.
Estou certo ou errado?
Nunca tinha visto, essas coisas de supostas tentative de golpe. Coisas de histórias da cabeça de quem não tem o que inventar. Sabemos que o Filipe está preso e nada comprova algum crime.