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Política

CGU e AGU: decisão de Toffoli sobre multa da Odebrecht não suspende acordo com governo

Empreiteira aceitou pagar multa bilionária aos dois órgãos

Ministro Dias Toffoli anulou provas do acordo de leniência Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ministro Dias Toffoli suspendeu multa da Odebrecht e da J&F | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) emitiram pareceres segundo os quais a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a Odebrecht não vale para o acordo entre a empreiteira com os órgãos federais.

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Na quinta-feira 1°, o ministro suspendeu a multa de R$ 8,5 bilhões que a empreiteira aceitou pagar em acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF), depois de admitir corrupção em meia centena de contratos de obras públicas.

Além do termo com o MPF, a Odebrecht firmou, em junho de 2018, acordo com a CGU e a AGU e aceitou pagar multa de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 172 milhões já foram desembolsados. Para a AGU e CGU, esse acordo não foi tocado pela decisão de Toffoli, apesar do pedido da empreiteira da suspensão de todas as obrigações pecuniárias.

+ Investigação da ONG Transparência Internacional: Toffoli ignorou parecer da PGR

Com data de terça-feira 6, o parecer da CGU obtido por Oeste explicou que “não há qualquer espaço para a interpretação extensiva pretendida pela empresa, pois não é possível se extrair da decisão o comando de suspensão das obrigações financeiras assumidas pela empresa no acordo firmado com a CGU e AGU”.

“Nenhuma das ilicitudes usadas como fundamento da suspensão do acordo firmado com o MPF valem para a CGU e AGU, já que não há qualquer alegação ou indício de conluio, ou pressão para a celebração do acordo nesta esfera”, informou o documento.

AGU corrobora entendimento da CGU: acordo com órgãos do governo continua valendo

PRF
A Advocacia-Geral da União corroborou o entendimento da CGU de que a decisão de Toffoli não alcança o acordo da Odebrecht com os 2 órgãos | Foto: Reprodução/CGU

A AGU corrobora o entendimento, ao afirmar que a decisão de Toffoli “nada dispôs sobre a higidez dos acordos de leniência celebrados com a Controladoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União”. “Também não há como depreender da decisão ora examinada qualquer determinação de providências dirigida à Controladoria-Geral da União ou à Advocacia-Geral da União.”

A decisão de Toffoli sobre a Odebrecht foi concedida em pedido de extensão feito pela J&F, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Em 20 de dezembro, o ministro suspendeu a multa de R$ 10,3 bilhões que a J&F aceitou pagar em acordo de leniência com o MPF depois de admitir a prática sistemática de corrupção.

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Toffoli disse que como há suspeita de “conluio” entre o então juiz da Lava Jato, Sergio Moro, hoje senador, e os procuradores, há “dúvida razoável sobre o requisito da voluntariedade da requerente ao firmar o acordo de leniência”.

A suspensão da cobrança da multa para a J&F e a Odebrecht vale enquanto a defesa das duas empresas analisa as mensagens obtidas pelo hacker Walter Delgatti Netto que invadiu os celulares de Moro e de outros integrantes da Lava Jato.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recorreu na segunda-feira 5 da decisão de Toffoli sobre a J&F. Para ele, o processo deveria ter sido distribuído a outro ministro, já que o acordo de leniência da empresa dos irmãos Batista não foi fechado pelos procuradores que atuaram na força-tarefa da Lava Jato e nem ao menos foi fechado com os procuradores de Curitiba.

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4 comentários
  1. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Muito triste, ver um homem ser capacho de um partido político…

  2. Hermes
    Hermes

    O próprio STF é um conluio com a corrupção e a impunidade. Quem foi, mesmo sem competência, colocado como juiz por um ladrão, é óbvio que vai defender e lutar pela supremacia da corrupção e do seu padrinho e interesses deste. Doce ilusão esperarmos outra coisa dessa gente. O senado sabia quem era e como agiria no cargo, apesar, de estar surpreso com o Zanin, que mesmo tendo sido advogado do coisa ruim, tem dados uns sinais de imparcialidade. O resto escolhido pelo pt, pode jogar todos fora, principalmente esse monte comunista recente, que ainda não começou a fazer estragos no 5T4

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