Lideranças do centrão anunciaram apoio ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara nesta quarta-feira, 27, e deve ser votada em plenário ainda nesta noite.
O posicionamento foi apresentado por integrantes do Partido Progressista (PP) e do União Brasil durante coletiva ao lado do relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
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O líder do PP na Câmara, deputado Doutor Luizinho (RJ), afirmou que a federação União Progressista decidiu apoiar o parecer aprovado na comissão especial por 34 votos a 4.
Segundo Luizinho, a proposta prevê a adoção da escala 5×2 e abre espaço para futuras discussões sobre exceções em alguns setores. O parlamentar afirmou que a medida pode ampliar o tempo de convivência familiar dos trabalhadores e contribuir para a formação de crianças e adolescentes.
“A gente acredita que, com o trabalhador tendo mais tempo com a sua família e com seus filhos”, disse o deputado do PP fluminense. “Teremos também um país melhor na formação dessas crianças e adolescentes.”
O líder do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (União-MA), afirmou que a bancada decidiu apoiar o texto depois de um “debate intenso na reunião de bancada”. “Mas apoiamos a escala 5×2 por acreditar que é um novo momento para o trabalhador brasileiro.”

Relator defende “texto médio” para ampliar apoio
Relator da proposta na Câmara, Léo Prates afirmou que o parecer foi elaborado para garantir direitos trabalhistas sem inviabilizar a adaptação do setor produtivo, buscando reduzir possíveis resistências dentro do Congresso.
“Esse não é um texto do meu coração”, admitiu Prates. “É um texto médio que consiga ter menos rejeição e que a gente consiga atingir o quórum.”

Durante a coletiva, Luizinho defendeu a escala 5×2 como alternativa mais equilibrada. “Avançar para uma escala 4×3 não é um ato de responsabilidade”, afirmou o deputado. “O ato de responsabilidade é avançar para uma escala 5×2.”
Pedro Lucas também destacou preocupação com os impactos da mudança em setores que funcionam aos fins de semana, como bares, restaurantes e shoppings. “Não existe trabalhador sem empregador”, afirmou. “A escala 5×2 apresentada pelo relator é a mais sensata, a mais equilibrada.”
Por fim, o relator disse que pretende buscar apoio de diferentes partidos para consolidar a proposta. Ele ainda afirmou que o debate sobre novas mudanças poderá continuar futuramente. “O princípio que nos une é dar mais tempo às pessoas, proteger as famílias e dar mais qualidade de vida.”
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Bem, é melhor do que a escala 7 x 3 dos Deputados e a escala 7 x 0 do pessoal do Bolsa Família. Como sempre a conta vai cair nas costas de quem realmente produz, afinal alguém tem que trabalhar pra pagar os vagabundos.
7 x 0: sete dias coçando e 0 dias trabalhando.
7 x 3: sete dias roubando e 3 dias enrolando.