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Política

Comissão especial aprova o fim da escala 6x1

Proposta ainda precisa ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara

A discussão na comissão especial da PEC da Escala 6x1
A discussão e votação da PEC da Escala 6x1 na comissão especial | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A comissão especial aprovou por 34 votos a 4, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim da Escala 6×1. A votação do parecer do relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), ocorreu nesta quarta-feira, 27. Agora, a proposta precisa ser aprovada com pelo menos 308 votos em dois turnos no plenário da Câmara.

Durante a discussão, parlamentares da base governista e da oposição divergiram quanto à condução da proposta. O presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que a comissão especial atendeu a discussões e audiências públicas ao longo de quase um mês.

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+ Transição em 60 dias, jornada de 40 h em modelo 5×2: os principais pontos da PEC da Escala 6×1

Por outro lado, deputados da oposição alertaram para possíveis impactos econômicos da medida, como aumento de custos para empresas e repasse aos preços de produtos e serviços — ou seja, aumento da inflação. 

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) afirmou que os pequenos negócios devem ser os mais afetados e argumentou que, em países desenvolvidos, a redução da jornada ocorreu apenas depois do crescimento econômico e ganho de produtividade.

“O que ninguém conta é como a redução de jornada vai afetar o empreendedor, o consumidor e o próprio trabalhador”, declarou Marques, sobre a PEC. “A farmácia, a padaria e o supermercado vão subir os preços ou, pior, vão fechar as portas.”

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a anunciar a apresentação de um destaque em plenário para que a proposta seja de 4×3 (quatro dias de trabalho e três de folga) e sem transição. Segundo o parlamentar, o objetivo é mostrar “quem de fato está do lado do trabalhador”.

Votação do fim da escala 6×1

A votação da PEC do Fim da Escala 6×1 agora segue para o plenário da Câmara. Nas pautas anunciadas pela mesa diretora da Casa já está prevista a análise da proposta. A previsão é da votação dos dois turnos.

+ Apesar da derrota de Messias, governo avalia que Alcolumbre não vai travar PEC da Escala 6×1

Pelas regras regimentais, há um intervalo mínimo de cinco sessões entre as duas votações. Na prática, porém, a Câmara costuma aprovar requerimentos de urgência para quebrar esse prazo e acelerar a análise da proposta.

No início da semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia anunciado um acordo com o governo sobre a emenda, incluindo a votação antes de acabar o mês. 

O que muda com a proposta

A proposta altera o artigo 7º da Constituição, estabelecendo a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, com transição gradual de 14 meses e sem redução salarial. A matéria também estabelece uma escala 5×2, ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso. O parecer final foi construído em consenso com o governo Lula.

Léo Prates
O deputado Léo Prates (Republicanos-BA) é o relator da PEC da Escala 6×1 na Câmara | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Os principais pontos da PEC do Fim da Escala 6×1 são:

  • 1 — Jornada semanal

Redução gradual de 44 para 40 horas semanais em um período de transição total de 14 meses.

  • 2 — Transição

A primeira etapa, que reduz a jornada para 42 horas, começa 60 dias depois da promulgação da emenda; a segunda etapa, que chega a 40 horas semanais, deve ser implementada depois de 12 meses.

  • 3 — Escala de trabalho

Garantia mínima de dois dias de descanso semanal remunerado, que viabiliza o modelo 5×2.

  • 4 — Salários

O texto mantém a irredutibilidade salarial.

  • 5 — Acordos coletivos

Negociações poderão flexibilizar regras conforme cada setor econômico.

  • 6 — Convenções trabalhistas vigentes

Perderão validade 60 dias depois da promulgação da emenda

+ Em acordo com governo, transição do fim da escala 6×1 será em 14 meses

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1 comentário
  1. Eduardo S. Z.
    Eduardo S. Z.

    Ano eleitoral, todo tipo de milagreiro aparece. Sabe quem vai pagar por isso? O Zé Povinho rsss

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