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Política

CCJ da Câmara aprova PEC que dá ao Congresso poder para vetar empréstimos do BNDES

Durante os governos de Lula e Dilma, o banco concedeu empréstimos controversos, com atrasos nos pagamentos por Cuba, Venezuela e Moçambique

O presidente Lula, durante a cerimônia de assinatura de contrato entre o Ministério da Justiça e o BNDES para destinação de recursos do Fundo Amazônia a ações de fortalecimento programa Segurança e Soberania na Amazônia Legal - 17/06/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O presidente Lula, durante a cerimônia de assinatura de contrato entre o Ministério da Justiça e o BNDES para destinação de recursos do Fundo Amazônia a ações de fortalecimento programa Segurança e Soberania na Amazônia Legal - 17/06/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a PEC 3/2023, que concede ao Congresso o poder de vetar empréstimos do BNDES a outros países. A proposta é do deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE). Foram 31 votos a favor e 27 contra.

A próxima etapa é a análise em uma comissão especial, antes de ir ao plenário. No plenário, a PEC precisará da aprovação da maioria absoluta em duas sessões. A proposta enfrentou resistência de governistas, que alegam interferência nas funções do Executivo.

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Os críticos veem a medida como um obstáculo às políticas de integração econômica e social na América Latina. Na justificativa, Mendonça Filho argumenta que não há sempre comprovação formal de que os recursos enviados ao exterior beneficiam o desenvolvimento nacional.

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Ele também argumenta que, em alguns casos, os empréstimos não são pagos, resultando em inadimplência. Durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, o BNDES concedeu empréstimos controversos, com atrasos nos pagamentos por Cuba, Venezuela e Moçambique.

Esses empréstimos foram criticados pela oposição por seus riscos. Caroline de Toni (PL-SC), presidente da CCJ, celebrou a aprovação do texto e destacou a importância da fiscalização e da transparência dos recursos públicos.

Antes da PEC do BNDES, a base governista tentou discutir a PEC do Corte de Gastos, mas não houve acordo com a oposição. Agora, a PEC do BNDES avança para o plenário em busca dos votos necessários.

A inadimplência do BNDES está de volta

Depois de pouco mais de quatro anos sem nenhuma denúncia de corrupção e sem enviar qualquer dólar para financiar obras no exterior, o BNDES voltou a investir em infraestrutura de países “amigos”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou o primeiro financiamento: US$ 600 milhões para um gasoduto na Argentina.

Militante antigo do PT, o novo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, acha a ideia espetacular. Isso deve levar o banco estatal a repetir o fiasco vivido até 2016, quando cerca de 80 obras em 15 países — como o Porto Mariel, em Cuba, e o metrô de Caracas — foram agraciadas com mais de US$ 10 bilhões. A maioria dos financiamentos foi liberada nos governos de Lula e Dilma Rousseff e para governos de esquerda. Os governos de Cuba, da Venezuela e de Moçambique deram calote e devem mais de US$ 1 bilhão ao Brasil.

Embora o BNDES tenha sido criado como um banco para o desenvolvimento nacional e, nas diretrizes da estatal, conste como meta o desenvolvimento sustentável “brasileiro”, ele está autorizado a fazer operações no exterior. Elas começaram a ser feitas ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, mas se tornaram corriqueiras nos governos do PT. Segundo o BNDES, o programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia — como é chamada a modalidade de dar dinheiro aos países “amigos” — foi criado em 1998.

Clique aqui para ler a reportagem completa sobre o BNDES.

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4 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Além de não pagar os países amigos do velhaco gatuno deposita no exterior os valores da propina que paga aos corruptos do governo

  2. Lrc
    Lrc

    Isto é uma vergonha! Os deputados querem ter o poder de barganha junto ao Executivo visando benesses que engordem os seus bolsos. O que deveriam fazer, e que deveria ter acontecido no governo da mudança em 2019, seria reverter os efeitos do decreto do Lula 6322 de 21/12/2007, o qual transformou o “N” de Nacional da sigla do Banco em “I” de internacional, alterando o art. 9, inciso II do estatuto do BNDES. Aliás, inúmeros outros decretos que partiram do Lula deveriam ser revertidos ou, ao menos, repensados, como é o caso da EC 045/2004 que deu origem a diversos “Conselhos” no âmbito do Judiciário.

  3. Walquirio de Oliveira Coelho
    Walquirio de Oliveira Coelho

    ELES NÃO VÃO FAZER NADA VAI.. CONTINUA DO MESMO JEITO QUE ESTAR EMPRESTADO NOSSO DINHEIRO PARA PAÍS AMIGOS. O QUE VAI MUDAR E QUANTO O CONGRESSO VAI LEVAR

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