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Política

Caso de extradição do Mensalão se assemelha ao de Zambelli na Itália

Nesta quarta-feira, 4, o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva da congressista

A deputada Carla Zambelli, durante uma sessão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ela está de vestido preto, sentada, de frente para um microfone
A deputada Carla Zambelli, durante uma sessão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A possibilidade de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) da Itália ao Brasil ganhou destaque depois das declarações da parlamentar sobre sua cidadania italiana. O caso de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, que também possuía dupla cidadania e foi extraditado em 2015, pode servir como um precedente relevante.

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À CNN, Zambelli declarou que tem passaporte italiano. “Pode colocar Interpol atrás de mim, eles não me tiram da Itália”, disse. “Como cidadã italiana, eu sou intocável na Itália. Não há o que ele possa fazer para me extraditar de um país onde eu sou cidadã, então eu estou muito tranquila quanto a isso.”

Ontem, a congressista anunciou sua saída do país, mas ainda não se sabe o paradeiro dela. Suspeita-se que seu destino seja realmente a Europa.

Nesta quarta-feira, 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva da parlamentar. Ele ainda pediu a inclusão de seu nome na lista da Interpol. Sua condenação a dez anos de cadeia foi em razão de uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Caso Zambelli e legislação italiana

Henrique Pizzolato durante depoimento na CPI dos Correios, no Senado
Henrique Pizzolato durante depoimento na CPI dos Correios, no Senado | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ao contrário do Brasil, a legislação italiana permite a extradição de nacionais em casos previstos por tratados internacionais, exceto quando se trata de crimes políticos, conforme estabelece o artigo 26 da Constituição da Itália.

A trajetória de Pizzolato assemelha-se à de Zambelli. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, em 2012, ele fugiu para a Itália em setembro de 2013, antes de haver a expedição de seu mandado de prisão.

Depois de dois meses, o STF decretou sua prisão e o colocou na lista da Interpol. Assim como Zambelli, Pizzolato nasceu no Brasil e construiu carreira no país, mas detinha dupla cidadania.

Com o passaporte do irmão, Pizzolato foi capturado, em fevereiro de 2014, na cidade italiana de Maranello, mas foi liberado em outubro do mesmo ano. A Corte de Bolonha, naquele momento, negou sua extradição e permitiu que ele respondesse ao processo em liberdade. Depois de recurso do governo brasileiro, a Itália aprovou a extradição, em setembro de 2015.

Leia também: “O Brasil contra Lula e o STF”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 271 da Revista Oeste

Apesar dessa possibilidade, o governo italiano pode negar a extradição. A primeira-ministra Giorgia Meloni tem perfil conservador e lidera o país. O contexto político pode influenciar decisões futuras.

1 comentário
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Giorgia Meloni, amiga íntima de Javier Milei – ih, careca nazista, se ferrou!

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