O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) conversou com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), para alinhar uma eventual candidatura ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. É o que disse o senador Jorge Seif (PL-SC), nesta sexta-feira, 13, em entrevista à rádio Jovem Pan News Litoral SC.
De acordo com Seif, essa movimentação ocorreu diante da indefinição no Partido Liberal (PL) de Santa Catarina, que ainda negocia a formação da chapa majoritária para as próximas eleições.
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“Carlos já procurou João Rodrigues por ter alinhamento ideológico”, disse o senador, ao ressaltar que o ex-presidente Jair Bolsonaro é amigo do prefeito de Chapecó. “Foram próximos. Defendiam as mesmas bandeiras lá atrás: contra o aborto, contra as drogas, a favor da família, a favor do porte de arma para o cidadão de bem.”
A disputa de Carlos Bolsonaro pelo Senado
Santa Catarina elegerá duas vagas ao Senado em 2026. O desenho da chapa de direita envolve um acordo político entre o PL e o Progressistas (PP), que prevê a manutenção da candidatura do senador Esperidião Amin à reeleição e a indicação de um nome do PL para a segunda vaga.
Dentro do PL, a deputada federal Caroline De Toni vinha sendo apontada como pré-candidata ao Senado. Em meio às negociações, a legenda ofereceu à parlamentar a vaga de vice-governadora na chapa de Jorginho Mello, como forma de reorganizar o espaço interno e acomodar outros nomes na disputa ao Senado.
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As tratativas, no entanto, tornaram-se mais complexas com a entrada de Carlos Bolsonaro no cenário catarinense. A possível candidatura dele passou a pressionar o acordo firmado com o PP e a exigir uma redefinição do espaço dentro da chapa majoritária.
Foi nesse contexto que, segundo Seif, Carlos buscou alternativa fora do PL. Se Carol De Toni ficar com a vaga destinada ao PL, o ex-vereador carioca terá de buscar uma legenda para disputar o Senado.
João Rodrigues é cotado para disputar o governo estadual pelo PSD, o que o tornaria rival de Jorginho Mello. Uma eventual aliança entre Rodrigues e Carlos alteraria significativamente o equilíbrio da direita catarinense, fragmentando a base que hoje orbita o PL.
Decisão está nas mãos de Jorginho Mello
Conforme Seif, o desfecho do caso depende da condução política do governador, que preside o PL no Estado. “São questões que estão no tabuleiro, que dependem muito mais do nosso governador”, afirmou. “Acho que podemos resolver isso da forma mais pacífica possível.”
No fim da entrevista, o senador reforçou que a decisão caberá ao eleitor. “O catarinense vai escolher, independentemente de partido”, disse. “O brasileiro não vota em partido, o brasileiro vota em pessoas.”
Nossa que horror psd ??????