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Política

Brasileira morta na Indonésia: governo Lula autoriza nova autópsia

Família de Juliana Marins quer saber se houve omissão de socorro; imagens sugerem que ela pode ter sobrevivido à queda no vulcão Rinjani e aguardado resgate por dias

Depois de quatro dias de buscas, os socorristas localizaram o corpo de Juliana Marins em uma área de difícil acesso na Indonésia | Foto: Reprodução/Redes sociais
Depois de quatro dias de buscas, os socorristas localizaram o corpo de Juliana Marins em uma área de difícil acesso na Indonésia | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai cumprir voluntariamente o pedido de uma nova autópsia no corpo da brasileira Juliana Marins. A jovem morreu depois de sofrer uma queda enquanto escalava o vulcão Rinjani, na Indonésia. 

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 30, à 7ª Vara Federal de Niterói, depois da solicitação da Defensoria Pública da União (DPU), que representa a família da vítima. Segundo a AGU, o corpo de Juliana já foi transportado da Indonésia e deve chegar ao Brasil nesta terça-feira, 1º.

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+ Família de Juliana Marins pede nova autópsia no Brasil

Segundo o órgão, o corpo da brasileira vai passar pela nova necrópsia em até seis horas depois da aterrissagem, conforme orientação da DPU, que busca preservar as evidências. 

A certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta não esclareceu exatamente quando a jovem morreu, e a primeira autópsia feita em Bali, divulgada na semana passada, apontou traumatismo severo como causa do óbito.

Depois da perícia, o corpo de Juliana Marins foi liberado para a família | Foto: Reprodução/Instagram
Depois da perícia na Indonésia, o corpo de Juliana Marins foi liberado para a família | Foto: Reprodução/Instagram

Imagens de Juliana na Indonésia

Imagens de drones captadas por turistas colocaram a versão oficial em xeque. Os registros indicam que Juliana poderia ter sobrevivido ao acidente inicial e aguardado socorro por dias, levantando suspeitas de omissão por parte das autoridades indonésias — o que pode levar a responsabilizações civis e criminais.

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Juliana Marins fazia a trilha no Rinjani, onde aconteceu o acidente, com o apoio de uma empresa de turismo da Indonésia | Foto: reprodução/redes sociais

Segundo o procurador-regional da União, Glaucio de Lima e Castro, o governo federal tem acompanhado o caso com atenção e se antecipou ao pedido da DPU por razões humanitárias. 

Uma reunião de emergência com a Defensoria e o governo do Rio de Janeiro vai definir detalhes da operação. A Polícia Federal já manifestou apoio para o traslado do corpo até o Instituto Médico Legal (IML) designado para o novo exame.

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