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Política

Brasil vive ditadura 'que vem pelas canetas', diz Bolsonaro

Sem citar diretamente o Poder Judiciário, presidente comparou situação do país a Cuba e Venezuela

Presidente Jair Bolsonaro Prouni
Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro voltou a subir o tom nesta quinta-feira, 10, e afirmou que o Brasil vive uma ditadura “que vem pelas canetas”. As declarações foram dadas em conversa com apoiadores e simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Sem citar diretamente o Poder Judiciário e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com os quais protagonizou embates públicos no ano passado, Bolsonaro comparou a atual situação político-institucional no país aos regimes de Cuba e Venezuela.

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“Qual é a diferença de uma ditadura feita pelas armas, como a gente vê, por exemplo, em Cuba, Venezuela e outros países, e uma ditadura que vem pelas canetas? Nenhuma”, disse o presidente da República. “Então, vocês sabem o que aconteceu no Brasil… Acredito em Deus. Nos próximos dias, vai acontecer algo que vai nos salvar no Brasil”, completou Bolsonaro, sem revelar maiores detalhes.

Na semana passada, novamente sem citar nome de ministros do STF, Bolsonaro voltou a dizer que atua dentro dos limites da Constituição e deu a entender que há integrantes de outros Poderes da República que não fazem o mesmo.

“Geralmente, quem leva um país para a ditadura é o chefe do Executivo. No Brasil, é o contrário: quem segura o Brasil para não caminhar rumo à Venezuela é o chefe do Executivo”, afirmou Bolsonaro. “Tem muita gente consciente nos outros Poderes. Alguns poucos, não sei o que pensam”, completou.

No início desta semana, o chefe do Executivo se reuniu com os ministros do STF Alexandre de Moraes e Edson Fachin no Palácio do Planalto. Fachin assumirá o comando do Tribunal Eleitoral (TSE), no lugar de Luís Roberto Barroso, no dia 28 de fevereiro — e Moraes será o vice-presidente. Em agosto deste ano, Fachin será substituído exatamente por Moraes, que comandará o TSE durante as eleições de 2022.

A apoiadores, na sexta-feira 4, Bolsonaro afirmou que a escolha de novos integrantes do Supremo é mais importante do que a própria eleição presidencial de outubro.

“Mais importante do que a eleição para presidente são duas vagas para o Supremo ano que vem”, disse.

Em seguida, uma apoiadora do presidente disse: “É isso mesmo, presidente, a luta vai ser lá!”. Bolsonaro, então, afirmou: “Vai acontecer muita coisa até as eleições”.

Em três anos de governo, Bolsonaro fez duas indicações para a Suprema Corte. O presidente indicou os ministros Kassio Nunes Marques e, mais recentemente, André Mendonça.

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8 comentários
  1. Edivani Eunice de Santana Teixeira
    Edivani Eunice de Santana Teixeira

    Quem poderá derrubar quem Deus levanta? Tem alguém aí que pode? Eu não conheço.

  2. Maciel Gomes
    Maciel Gomes

    Agora, o bozzo criminoso bufao em mais um blefe, jogando pro gado, pra manter a coesão e mobilização permanente do seu rebanho

  3. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    A Esperança e a Fé são as duas armas que nos protegerão e nos conduzirão para melhores dias.

  4. Lucas dos Santos
    Lucas dos Santos

    “Então, vocês sabem o que aconteceu no Brasil… Acredito em Deus. Nos próximos dias, vai acontecer algo que vai nos salvar no Brasil”. Pqp o cara é muito burro. Aí n acontece poha nenhuma e descem a lenha nele. Bolsonaro desconhece o fator surpresa.

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