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Política

Bolsonaro, sobre reforma tributária: 'Antes fosse só meme'

Em seu perfil no Twitter/X, o ex-presidente criticou as novas taxas sobre alimentos e bebidas

Decisão assinada por Moraes aponta suposta ligação de Bolsonaro a organização criminosa | Foto: Isac Nóbrega/PR
Decisão assinada por Moraes aponta suposta ligação de Bolsonaro a organização criminosa | Foto: Isac Nóbrega/PR

Por meio de uma publicação em seu perfil no Twitter/X, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que que gostaria que a “reforma tributária do PT” fosse apenas um meme. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 19.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem sido alvo de memes nas redes sociais devido às decisões econômicas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As críticas aumentaram após a aprovação do PLP 68, de 2024, que regulamenta a reforma tributária, impondo taxas sobre alimentos ultraprocessados, cervejas e outros produtos.

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“Antes a reforma tributária do PT fosse apenas um meme”, declarou Bolsonaro.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 10 de julho, o principal texto da regulamentação da reforma tributária. O PLP 68, de 2024, aborda a unificação dos impostos para a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), formando o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual.

Na terça-feira 16, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado formou um grupo de trabalho para analisar a regulamentação. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), determinou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) conduza a análise do mérito da proposta.

O grupo deve elaborar um relatório com sugestões de mudanças no texto para o relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM). Se ele não acatar, as sugestões podem ser apresentadas como emendas. No entanto, o parecer do grupo de trabalho não será “oficial”, diferente da Câmara.

Haddad não respondeu quem é o ‘pai’ da taxa zero sobre as carnes na reforma tributária

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, em Brasília, DF (22/5/2024) | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Mesmo sendo interpelado por três vezes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não respondeu quem é o “pai” da inclusão das carnes na cesta básica com alíquota zero no projeto que regulamenta a reforma tributária, aprovado pela Câmara nesta semana. As informações são do portal Poder360.

Na ocasião, o ministro participava de uma entrevista no congresso da Abraji. Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter defendido a isenção sobre alguns cortes da proteína animal, a Fazenda era contrária, alegando que a eventual inclusão poderia aumentar a alíquota geral de 26,5% em 0,53%, elevando a taxa para pouco mais de 27%, o que poderia tornar o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) do Brasil o maior do mundo.

Desse modo, o PL — partido de oposição — apresentou um destaque para incluir a proteína animal na cesta, pois o projeto que veio da Fazenda e o relatório final do texto não incluíam a carne na alíquota zero. Na quinta-feira 11, o ministro declarou que tal ação foi uma “vitória” de Lula.

Durante a entrevista de ontem, o ministro disse que, se manda um projeto no “osso” para o Parlamento, não vai “sobrar nada”. “Você manda um projeto sabendo que vai ter uma negociação ali”, declarou. “Não tem como a Fazenda mandar um negócio, e ‘é isso ou nada’.”

“A Fazenda manda aquilo que tecnicamente é o mais responsável, e eu, de todos os discursos que eu fiz, falei: ‘Toda exceção, de certa maneira, acaba prejudicando a reforma tributária’, porque a alíquota-padrão vai subindo”, completou.

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1 comentário
  1. Jorge Lecoq
    Jorge Lecoq

    Lá vem o Pato,
    Taxa aqui, taxa acolá
    Lá vem o Pato
    Pra ver o que taxar!

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