publicidade
Política

Barroso nega urgência a pedido de suspensão da reforma tributária

A interrupção da tramitação da PEC foi requerida pelo deputado Delegado Ramagem

reforma tributária montadora chinesa
Reforma tributária foi aprovada na Câmara | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou urgência ao mandado de segurança impetrado pelo deputado federal Delegado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para paralisar a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019, que trata da reforma tributária.

O ministro afirmou que o pedido de Ramagem não se enquadra nos casos de urgência do tribunal e não vê “por ora, risco iminente de ineficácia de eventual ordem concessiva futura, uma vez que a PEC 45/2019 não será imediatamente promulgada, cabendo, ainda, ao Senado Federal analisar a proposta”.

Receba nossas atualizações

Como vice-presidente da Corte, Barroso assumiu durante o recesso do Judiciário a responsabilidade pelo despacho inicial aos processos que chegam ao STF.

Vídeo explica o ‘presente de grego’ da reforma tributária

No mandado de segurança, o deputado afirma que a criação do Conselho Federativo do Imposto sobre Bens e Serviços, previsto na PEC, “põe em xeque o Princípio Federativo adotado no Brasil”. “O que se pretende é a concentração de todas as atribuições de arrecadação de tributos estaduais e municipais em um órgão de nível central artificialmente criado”, afirmou o parlamentar, na ação.  

Ramagem também questiona a pressa com que a PEC foi discutida e aprovada na Câmara. “O texto apresentado momentos antes da deliberação foi votado e aprovado, em dois turnos, em pouquíssimas horas, o que por si só evidencia a grandeza do atropelo e da violação às regras mais comezinhas e até mesmo intuitivas do processo legislativo”, disse. “A simples leitura do dispositivo transcrito supra já faz saltar aos olhos a violação direta ao Pacto Federativo.”

O parlamentar prossegue e afirma que, “além de se concentrar competências constitucionalmente asseguradas a Estados e municípios, o Conselho proposto, ao qual é atribuída heterodoxa iniciativa de lei, ainda desconsidera por completo as diferenças entre os entes federados, tratando realidades distintas como se idênticas fossem”.

Ramagem pediu a suspensão da tramitação da PEC e a anulação da deliberação do plenário da Câmara. Com a decisão de Barroso, o mandado de segurança será enviado ao relator, Luiz Fux, para ser votado depois do recesso judiciário.

Deputado federal Alexandre Ramagem | Foto: Reprodução/Câmara

2 comentários
  1. Arlete Pacheco
    Arlete Pacheco

    A CRIAÇÃO DESSE TAL “CONSELHO” DEMONSTRA QUE O POVO É TRATADO COMO SE TODOS TIVÉSSEMOS ÍNDICES DEFICIENTES DE INTELIGÊNCIA! A QUEM PENSAM ENGANAR?

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade