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Política

Aposentadoria de Bretas pode levar à anulação de casos da Lava Jato no Rio

Punição compulsória do juiz, alvo de acusações de parcialidade, pode resultar na revisão de algumas de suas decisões

Marcelo Bretas
A atuação do juiz levou à prisão de nomes como Eike Batista e dezenas de doleiros | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A aposentadoria compulsória do ex-juiz responsável pelos principais processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, abre caminho para uma série de contestações judiciais e possíveis anulações dos casos que ele conduziu.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) avaliou que Bretas, no exercício de sua função, cometeu diversas irregularidades. Elas podem comprometer sua imparcialidade, segundo avaliação de advogados de investigados que analisaram o voto do relator, o desembargador José Rotondano.

Supostas irregularidades e imparcialidade de Bretas

A decisão do CNJ atraiu atenção pelo contexto e pelas controvérsias em torno da conduta da juíza | Foto: Reprodução/CNJ
Logo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parede preta, ao lado da bandeira do Brasil | Foto: Reprodução/CNJ

No entendimento do conselheiro, Bretas teria exercido pressão sobre alguns dos investigados. Além disso, ele teria articulado penas, influenciado acordos de delação e interferido em eleições. Tais fatos afetariam seu papel imparcial de juiz. A imparcialidade do juiz é uma das garantias da Constituição Federal brasileira e reforçada pelos Códigos de Processo Civil e de Processo Penal.

Com esses elementos, advogados de réus pretendem solicitar, nas próximas semanas, a anulação de processos ligados à Lava Jato no Rio de Janeiro, especialmente os que envolvem delações homologadas por Bretas. A informação é do jornal O Globo.

Leia mais: “O Brasil contra Lula e o STF”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 271 da Revista Oeste

Inicialmente, a Justiça Federal do Rio de Janeiro vai avaliar os pedidos, mas o tema pode chegar a instâncias superiores. Nos últimos anos, decisões do Tribunal Regional Federal da 2ª Região já vinham desconsiderando parte das ações da Operação Lava Jato fluminense, de modo a repetir o movimento que ocorreu anteriormente com processos julgados no Estado do Paraná.

Leia também: “EUA miram o império da censura de Moraes”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 270 da Revista Oeste

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