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Política

Moraes quer levar caso do 'golpe' para a 1ª Turma

A decisão gerou desconforto entre ministros que não participam do colegiado

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, participa do seminário "A necessidade de regulamentar as redes sociais e o papel das plataformas na economia digital"
O ministro do STF Alexandre de Moraes: absolvição e soltura depois de julgar como insuficientes as provas contra o morador de rua Jeferson Figueiredo | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de submeter o processo do suposto golpe de Estado à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou desconforto entre alguns ministros da Corte. O jornal O Globo divulgou a informação nesta terça-feira, 26.

Os magistrados entendem que o plenário seria mais adequado para julgar o caso, dada a seriedade das acusações e os envolvidos.

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“Essas questões mais relevantes deveriam sempre ir a plenário”, afirmou um ministro, em caráter reservado, ao Globo. Esse magistrado não participará do julgamento.

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Moraes parece buscar repetir a unanimidade da votação anterior na Primeira Turma, como no caso da suspensão do Twitter/X, de Elon Musk.

A Polícia Federal mostra que a suposta tentativa de golpe incluía planos para assassinar Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A Primeira Turma é composta de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino, os dois últimos indicados por Lula.

Alexandre de Moraes busca decisão unânime

O regimento do STF permite que o relator escolha entre turma ou plenário para julgar um caso. Moraes optou pela Primeira Turma, onde exerce maior influência, para assegurar apoio unânime e evitar adiamentos por pedidos de vista.

Segundo o Globo, conhecida por seu perfil “linha dura”, a Primeira Turma frequentemente apoia Moraes em casos politicamente sensíveis. Se o caso fosse ao plenário, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e os ministros da Segunda Turma, de perfil mais “garantista”, participariam.

Essa turma inclui Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, os dois últimos indicados por Jair Bolsonaro. Em dezembro de 2022, a competência de julgar denúncias e ações penais foi devolvida às turmas, para aliviar o plenário.

A mudança regimental atendeu também à Ordem dos Advogados do Brasil, que busca garantir que as sustentações orais sejam feitas presencialmente. Isso evita apresentações no plenário virtual, onde há incerteza sobre a atenção dos magistrados.

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9 comentários
  1. Fabiano Vilas Boas
    Fabiano Vilas Boas

    É para isso que existe a suprema côrte!
    Se houver crime, e aparentemente há, que sejam punidos ou mesmo exilados, pois brasileiros não são.
    Precisamos entender que o provável golpe nos levaria à ruína e ao retrocesso.

  2. R Fortes
    R Fortes

    Depois, quando transborda a fúria de injustiçados e de seus apoiadores, esse sujeito fica “estupefato” pelas ameaças de morte que recebe.
    Violência é reprovável, assim como a impunidade de ilegalidades cometidas corriqueiramente por funcionários públicos do alto escalão.

  3. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Vagabundagem e submisssão pura! Viva a bandidagem Suprema!

  4. Welyngton Moura
    Welyngton Moura

    A maioria desses ministros obedece o careca, eles são como prostitutas masoquistas, fazem tudo que o rei manda, é como uma seita de pervertidos, e essa gente está na corte mais importante do Brasil.

  5. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    No STF: 1 ditador e 10 cúmplices. Todos da mesma laia.

  6. Brian
    Brian

    São 9 comunistas e 2 centro esquerda no stf. Qualquer opção será a ditadura e não a justiça. Não temos mais nossa Constituição.

  7. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    O Xandão deve ter bola de cristal! A PGR ainda nem se manifestou e ele já está escolhendo onde julgar o processo.
    Pobre da Justiça brasileira ⚖️😳🤔🤔😡🤮

  8. MNJM
    MNJM

    O que esperar desse ditador? A primeira turma faz parte da sua “quadrilha” que o segue vergonhosamente.
    O povo tem toda razão quando detesta os ministros do STF, colegiado que está destruindo a Instituição.

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