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Política

Além de Felipe Neto: veja artistas que foram beneficiados com isenções fiscais do Perse

Através do programa — criado na pandemia para auxiliar o setor de eventos —, cantores, atores e influenciadores digitais deixaram de pagar milhões aos cofres públicos

Felipe Neto, Emicida e Pabllo Vittar são alguns dos beneficiados pelas isenções de impostos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Felipe Neto, Emicida e Pabllo Vittar são alguns dos beneficiados pelas isenções de impostos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Além do influenciador digital Felipe Neto, vários artistas foram beneficiados pela isenção fiscal promovida pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) ao longo do ano de 2024. Os nomes estão listados em uma planilha divulgada pelo Ministério da Fazenda na sexta-feira 15.

Conforme noticiado por Oeste, a empresa de Felipe Neto, a Play9 Produções, recebeu R$ 14 milhões em isenção fiscal. O benefício remete à Lei nº 14.148/2021, sancionada no governo de Jair Bolsonaro (PL).

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O rapper Emicida, que em 2022 instigou fãs a ofenderem Bolsonaro durante um show no Rock in Rio, recebeu R$ 259 mil em renúncias fiscais, promovidas a partir do programa criado no governo do presidente criticado pelo artista.

Tal valor foi lucrado pela Laboratório Fantasma Produções, empresa da qual é sócio desde 2010. O empreendimento tem menos de nove funcionários.

Empresa de Emicida recebeu R$ 259 mil em isenções fiscais | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa de Emicida recebeu R$ 259 mil em isenções fiscais | Foto: Reprodução/Redes sociais
Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, é listado como um dos sócios da Laboratório Fantasma Produções | Foto: Reprodução/Redes sociais
Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, é listado como um dos sócios da Laboratório Fantasma Produções | Foto: Reprodução/Redes sociais

Pabllo Vittar, que apoiou Lula abertamente em 2022, foi beneficiada em R$ 724 mil. O comediante de esquerda Gregório Duvivier, conhecido por ter apresentado o programa Greg News, cancelado pela HBO no início do ano, deixou de pagar R$ 112 mil aos cofres públicos.

Valor lucrado por Pabllo Vittar através da isenção fiscal é somado em R$ 724 mil | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Valor lucrado por Pabllo Vittar através da isenção fiscal é somado em R$ 724 mil | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Gregório Duvivier foi isentado em R$ 112 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais
Gregório Duvivier foi isentado em R$ 112 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais

A empresa do ator Fábio Porchat, a Inverno Produções, teve R$ 750 de renúncia fiscal. Por meio de empresas em que são sócias, as cantoras Luísa Sonza e Ludmilla tiveram lucros de R$ 561 mil e R$ 5,7 milhões, respectivamente.

Porchat é sócio da Inverno Produções | Foto: Reprodução/Redes sociais
Porchat é sócio da Inverno Produções | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa lucrou R$ 750 mil com isenções | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa lucrou R$ 750 mil com isenções | Foto: Reprodução/Redes sociais
Luísa Sonza é uma das sócias da SG 11 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Luísa Sonza é uma das sócias da SG 11 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa de Luísa Sonza recebeu R$ 561 mil em renúncias fiscais | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa de Luísa Sonza recebeu R$ 561 mil em renúncias fiscais | Foto: Reprodução/Redes sociais
Cantora Ludmilla é sócia da Sem Querer Producoes Artisticas | Foto: Reprodução/Redes sociais
Cantora Ludmilla é sócia da Sem Querer Producoes Artisticas | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa de Ludmilla deixou de pagar R$ 5,7 milhões em impostos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Empresa de Ludmilla deixou de pagar R$ 5,7 milhões em impostos | Foto: Reprodução/Redes sociais

O ator Bruno Gagliasso tem duas empresas que receberam isenções fiscais do Perse, somando R$ 901 mil, segundo o Ministério da Fazenda. Além disso, uma pousada em Fernando de Noronha, da qual ele é sócio através da empresa Princesa Fiona Produções, foi beneficiada com R$ 252 mil.

Bruno Gagliasso tem duas empresas listadas na planilha do Perse | Foto: Reprodução/Redes sociais
Bruno Gagliasso tem duas empresas listadas na planilha do Perse | Foto: Reprodução/Redes sociais
Bruno Gagliasso tem duas empresas listadas na planilha do Perse | Foto: Reprodução/Redes sociais
Bruno Gagliasso tem duas empresas listadas na planilha do Perse | Foto: Reprodução/Redes sociais
No total, as empresas receberam R$ 901 mil em isenção fiscal | Foto: Reprodução/Redes sociais
No total, as empresas receberam R$ 901 mil em isenção fiscal | Foto: Reprodução/Redes sociais
Outra empresa ligada a Bruno também aparece na lista | Foto: Reprodução/Redes sociais
Outra empresa ligada a Bruno também aparece na lista | Foto: Reprodução/Redes sociais
Gagliasso também é sócio da Princesa Fiona Produções, que aparece no quadro societário de uma pousada em Fernando de Noronha | Foto: Reprodução/Redes sociais
Gagliasso é sócio da Princesa Fiona Produções, que aparece no quadro societário de uma pousada em Fernando de Noronha | Foto: Reprodução/Redes sociais
Pousada deixou de pagar R$ 252 mil em impostos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Pousada deixou de pagar R$ 252 mil em impostos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Como funciona o Perse, programa que beneficiou Felipe Neto e outros artistas

O Perse corresponde à Lei nº 14.148/2021 e concede às empresas que se enquadrarem nas suas condições a adoção da alíquota zero no cálculo do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. O programa, criado no governo Bolsonaro, tinha como objetivo fomentar a recuperação de setores que a pandemia prejudicou mais fortemente, como o setor de eventos.

Contudo, um detalhe observado por internautas é que muitos dos beneficiados atuam em plataformas digitais. O trabalho da Play9 de Felipe Neto, por exemplo, se dá essencialmente na internet, sendo diferente de uma empresa que depende de público presencial para eventos como shows musicais.

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10 comentários
  1. Eduardo Amador
    Eduardo Amador

    Sejamos justos então,
    Balada Eventos e Produções, de Gusttavo Lima, apoiador de Bolsonaro, foram R$ 18,9 milhões.
    O Perse foi criado pela Lei 14.148/2021 para socorrer empresas ligadas ao setor de eventos em meio à crise de Covid-19.
    Que está errado está mas me pareceu uma matéria bem tendenciosa,

  2. Racosta
    Racosta

    É sempre a mesma turminha drenando os cofres públicos, não surpreende em nada… tudo é motivo pra morder um pouquinho e o pior é que suas produções são fraquíssimas… ainda assim vivem cheios de banca, tentando mandar regra pra cima dos outros…

  3. PCC
    PCC

    Esses pseudos artistas não passam de funcionários públicos sem concurso.
    Safadeza explícita.

    1. Eduardo Amador
      Eduardo Amador

      Viste quanto recebeu Gustavo Lima. me parece que ele não é petista,

  4. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Está provado, não existe almoço gratis, ou melhor, petista grátis.

  5. ELIAS
    ELIAS

    Essa é a “democracia” do Brasil sob o consórcio de L*la, STF e TSE. Milhões em renúncia fiscal e distribuição pela lei Rouanet para a imprensa amiga e artistas que só falam bem do governo. Quem criticar, que se acuse de discurso de ódio, de ataques à democracia, que se desmonetize, censure, processe e prenda, não necessariamente nessa ordem.

  6. PCC
    PCC

    É a farra da esquerda com dinheiro público, estão tranquilos pois sabem que a sociedade brasileira não faz nada.

  7. David S
    David S

    Nosso país se transformou num prostíbulo a céu aberto.
    A continuar este absurdo, corremos o risco de sermos levados a um beco sem saída…..

  8. David S
    David S

    Nosso país, se transformou num prostíbulo a céu aberto.
    Esta triste situação, poderá nos levar a um beco perigoso…..

  9. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    A que se presta esses inúteis, como artistas uma nulidade , como chupins do dinheiro público os primeiros …

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