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Política

Alcolumbre nega acordo sobre vetos e chama Valdemar de 'mitômano'

Presidente do Senado diz ter ficado 'estarrecido' com fala do dirigente do PL sobre suposta troca relativa a dosimetria e CPMI do Banco Master

Davi Alcolumbre o Presidente do Senado Federal do Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante sessão no Congresso; ele é filiado ao União Brasil do Amapá | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse, nesta quarta-feira, 18, ter ficado “estarrecido” com declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre um suposto acordo que envolve a derrubada de vetos ao projeto da dosimetria em troca da desistência de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.

Alcolumbre classificou Valdemar como “mitômano”. Durante sessão deliberativa, o presidente do Senado disse que evitou se manifestar antes diante de “agressões, ofensas e mentiras”, mas reagiu às falas ao afirmar que há pessoas que “inventam qualquer coisa e passam a acreditar nisso”, comportamento que chamou de “doença”.

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O senador negou qualquer tratativa com Valdemar sobre o tema. Segundo ele, “nunca, absolutamente nunca” discutiu a votação de vetos da dosimetria — seja para manutenção, seja para derrubada — nem a criação de uma CPI sobre o Banco Master.

Bolsonaro valdemar
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL), no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 — Brasília (DF), 23/11/2022 | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A controvérsia ganhou força depois que voltou a circular nas redes sociais uma entrevista de Valdemar ao programa Canal Livre, da Band. Na ocasião, o dirigente partidário afirmou ter recebido uma proposta segundo a qual a análise da dosimetria avançaria caso não fosse instalada a CPI.

Ele disse ter comentado o assunto com o senador Rogério Marinho (PL-RN) e sugeriu que Alcolumbre estaria entre os interessados.

Lula vetou projeto da dosimetria

O veto presidencial, identificado como Veto 3/2026, impede a entrada em vigor do projeto, aprovado pelo Congresso em dezembro, que reduz penas para condenados por diferentes enquadramentos relacionados aos atos do 8 de janeiro e uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Ao justificar a decisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não sancionaria medidas que relativizem “crimes contra a democracia”. Senadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro pressionam pela análise do veto, mas não há previsão para que o tema seja pautado no Congresso Nacional.

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