O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), mandou um ofício a ele mesmo no qual solicita o repasse de mais de R$ 370 milhões em emendas impositivas.
Desse montante, R$ 30 milhões foram destinados a uma obra tocada pela construtora de seu segundo suplente, o empresário Breno Chaves Pinto. O aliado de Alcolumbre é investigado pela Polícia Federal (PF).
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Em texto para ele mesmo, Alcolumbre finaliza com “certos de podermos contar com a sua valiosa colaboração, aproveitamos para renovar votos de elevada estima e consideração”.
Segundo o jornal O Globo, o ofício, de 15 páginas, enviado em abril de 2025 solicita o repasse de R$ 370 milhões em emendas de comissão e em valores do antigo orçamento secreto de anos anteriores, os chamados “restos a pagar”. O total equivale a cinco vezes o valor anual a que um senador pode receber em emendas impositivas.
Alcolumbre disse que enviou o texto para si mesmo para cumprir acordo feito com o Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê a identificação do padrinho de cada emenda.
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Em fevereiro de 2025, ao apresentar um plano à Corte, o Congresso Nacional se comprometeu a revelar os nomes de todos os parlamentares autores de emendas de comissão e de relator, incluindo as feitas em anos anteriores.
Pelas regras antigas, os colegiados da Câmara ou do Senado aprovavam e atribuíam as emendas de comissão sem divulgar o nome do deputado ou senador responsável pela indicação. O mesmo ocorria com as emendas de relator, ligadas ao orçamento secreto, encerrado por decisão do STF em 2022.
Empresa do suplente de Alcolumbre
A empresa do segundo suplente do presidente do Senado recebeu o pagamento pela revitalização de uma rodovia no Amapá. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba repassou a verba à Secretaria Estadual de Transportes do estado, responsável pela contratação.
PF flagra suplente de Alcolumbre
A PF flagrou o momento em que Breno Chaves Pinto deixa uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie. A corporação também identificou que o empresário entrou em um carro registrado em nome de uma empresa pertencente a primos do atual presidente do Senado.

O episódio consta em relatório de monitoramento da investigação que apura fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá.
Alerta do Coaf
Agentes passaram a seguir os passos de Chaves Pinto depois de receberem um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre saques em espécie considerados elevados. A PF identificou que as retiradas de dinheiro ocorriam pouco tempo depois do recebimento de recursos provenientes de contratos públicos, o que, segundo os investigadores, pode indicar práticas de lavagem de dinheiro.





































Os eleitores dele estão felizes ,bolsa família.
Enquanto o CLT se fode
O presidente do Senado envia para si mesmo um pedido para liberar emendas no valor de R$370 milhões. Decerto que não houve indeferimento ao requerimento.
A desonestidade e a farra com o dinheiro público, de tão entranhadas no poder em nosso país, estão produzindo cenas de um manicômio debochado onde a volúpia por arrecadação cada vez maior se torna um acinte.