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Política

Advogado de Chiquinho Brazão vai pedir à Câmara que ouça Ronnie Lessa

A defesa do parlamentar alega que ele não poderia ser preso preventivamente

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O executor confesso do assassinato de Marielle Franco afirmou que o deputado federal Chiquinho Brazão foi um dos mandantes do crime | Foto: Câmara dos Deputados

O advogado Cleber Lopes, responsável pela defesa do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), informou que vai pedir ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que ouça Ronnie Lessa, ex-policial militar do Rio de Janeiro.

O processo em aberto trata da possível cassação do mandato de Brazão, encabeçada por integrantes do Psol. O partido solicitou a apuração de suposta quebra de decoro parlamentar. Acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, o congressista está preso.

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Leia mais: “‘Câmara deixou claro que está incomodada com interferências do Judiciário’, diz Lira, sobre caso Brazão”

Ronnie Lessa, por sua vez, delatou Brazão como um dos responsáveis pela ordem do assassinato. Diante disso, o Psol entende que a permanência do deputado federal no cargo mancha a imagem da Câmara e pode contribuir para a interferência nas investigações do caso.

Já o advogado de defesa de Brazão discorda. “Estou esperançoso de que, no Conselho de Ética, tenhamos oportunidade de defesa, como manda a Constituição”, explicou Lopes. “E nesse processo disciplinar nós teremos oportunidade de produzir prova.”

Advogado de Chiquinho Brazão alega que não teve acesso à delação premiada

A defesa de Brazão afirma, de acordo com o portal Metrópoles, que não teve acesso à delação premiada de Ronnie Lessa. Lopes acredita que os deputados devem ouvir o relato de Ronnie Lessa no processo do Conselho de Ética, antes de uma possível cassação.

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Além de Chiquinho Brazão, o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, também foram apontados como mandantes dos homicídios de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

Manutenção da prisão de Chiquinho Brazão

A defesa de Chiquinho Brazão criticou o fato de a Câmara dos Deputados manter a prisão do deputado. Para Lopes, a decisão foi política e deixou de lado a análise dos critérios constitucionais.

Leia também: “Chiquinho Brazão enviou R$ 11 milhões a ONGs suspeitas de fraude”

“Deputado federal não pode ser preso preventivamente. Uma questão objetiva”, afirmou o advogado de Chiquinho Brazão. “Está na Constituição. Não pode, não pode. A Câmara, a meu juízo, perdeu uma grande oportunidade de estabelecer um limite para a atuação do Supremo Tribunal Federal, notadamente em relação ao tema da prisão preventiva.”

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