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Política

Advocacia da Câmara nega irregularidades em emendas de Mario Frias

Manifestação enviada ao Supremo afirma que recursos seguiram critérios legais: ‘Não foram encontrados vícios que ensejariam a inadequação’

paulo gustavo
Deputado Mario Frias foi secretário especial da Cultura no governo Bolsonaro | Foto: | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A advocacia da Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação em que nega irregularidades na destinação de emendas parlamentares do deputado Mario Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil.

O posicionamento foi apresentado no âmbito da ADPF n° 854, a qual teve como base a análise técnica da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof) sobre duas emendas apresentadas pelo parlamentar. No documento, a Câmara sustenta que a análise técnica não identificou problemas na atuação de Frias.

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De acordo com a manifestação, “não foram identificadas irregularidades na apresentação das emendas analisadas”, tendo os procedimentos observado “integralmente a legislação de regência e os parâmetros constitucionais aplicáveis”.

A avaliação técnica também concluiu que houve compatibilidade entre o que foi proposto nas emendas e os instrumentos de execução. Segundo a advocacia, “verificou-se compatibilidade entre os objetos das emendas e os instrumentos de execução (termos de fomento), inclusive quanto à descrição e ao plano de trabalho”.

No parecer que embasa a resposta ao STF, a Consultoria de Orçamento reforçou que “não foram encontrados vícios que ensejariam a inadequação destas emendas”.

A análise ainda destacou que houve alinhamento entre os dados registrados nos sistemas oficiais e a execução das emendas, elemento considerado essencial para a rastreabilidade dos recursos públicos.

Outro ponto enfatizado é a natureza das transferências. A advocacia esclareceu que as emendas analisadas não se enquadram como transferências especiais, mas como transferências com finalidade definida, o que exige maior detalhamento e vinculação do recurso ao objeto proposto.

Fiscalização em curso das emendas

Apesar de afastar irregularidades na fase de indicação e execução orçamentária, a manifestação ressalta que a etapa de fiscalização ainda está em curso. 

Segundo o parecer, “não há ainda a apresentação da prestação de contas pela ONG, algo fundamental para verificar se os recursos foram de fato aplicados na execução do objeto proposto”.

Nesse contexto, a responsabilidade recai sobre as entidades beneficiárias. O documento afirmou que “é de responsabilidade da ONG comprovar que ocorreu a efetiva entrega de bens e serviços com recursos de emendas parlamentares”.

“Não há elementos irregulares no momento de apresentação da emenda e de sua execução orçamentária”, informou a advocacia, acrescentando que as propostas “restavam adequadas às disposições legais, regimentais e aos entendimentos jurisprudenciais recentes”.

Posicionamento de Mario Frias

mário frias
Mário Frias diz não temer nenhuma investigação sobre o envio de suas emendas | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Depois da manifestação da advocacia da Câmara, Mario Frias afirmou que o posicionamento confirma a legalidade de sua atuação: “Não existe irregularidade nas minhas emendas”. “Não existe desvio, não existe nada fora da lei.”

O parlamentar também afirmou que “a própria Advocacia da Câmara dos Deputados confirmou oficialmente ao Supremo Tribunal Federal que todas as minhas emendas seguiram rigorosamente a legislação, sem qualquer vício ou irregularidade” e que “a análise técnica da Consultoria de Orçamento foi ainda mais clara: não há qualquer problema na apresentação ou na execução orçamentária dessas emendas”.

Na avaliação de Frias, há tentativa de distorção dos fatos: “Inventam suspeitas, espalham na imprensa e tentam transformar mentira em verdade”. O parlamentar ressaltou que não teme investigações e que continuará atuando “com transparência, responsabilidade e dentro da lei”.

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