Há figuras públicas que não podem ver uma melancia passando que já correm para pendurá-la no pescoço. Eduardo Paes, prefeito do Rio, é um exemplar típico da espécie. O sujeito construiu sua persona política como uma caricatura concentrada, um estereótipo ambulante, um Zé Carioca burocrata. Paes é o malandro-exibição, devidamente autorizado a circular entre repartições, conferências e lives, sempre com aquela autoconfiança — “autoestima da porra”, como se diz popularmente — de quem acredita que esperteza performativa substitui inteligência.
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Não surpreende, portanto, que nossa Carmem Miranda empanturrada de IPTU tenha encontrado na fala do chanceler alemão Friedrich Merz — um comentário banal sobre estar feliz em deixar Belém depois da COP 30 — o pretexto perfeito para mais um número de sua ópera do malandro.
Ele reagiu como reagem os personagens que confundem o palco com a vida: inflou o peito, partiu para o ataque e disparou seus insultos de sempre, chamando o chanceler de “nazista”, como se estivesse jogando conversa fora nos pés-sujos que ele exalta (mas jamais frequenta), e não tratando de relações internacionais.
O histrionismo é metódico. Paes sabe que a fala do alemão foi inofensiva (mais inofensiva do que sua opinião sobre Maricá, por exemplo) e não se afetou minimamente por ela. Sua suscetibilidade ofendida é pura farsa. Ele a ostenta por imaginar que a população brasileira — a qual ele tem em baixíssima conta —se sentirá representada por ela.
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Herdeiro direto de uma tradição política que transforma simpatia encenada em justificativa para autoritarismo, Paes nunca desce do palco (ou do picadeiro). Durante a pandemia, quando impôs o passaporte vacinal mais coercitivo do país, vendeu-se como gestor cordial — aquele que, “para o nosso bem”, criava dificuldades deliberadas para quem ousasse discordar. A violência administrativa era sempre acompanhada de sorriso Colgate: a velha técnica brasileira de manter a chibata escondida atrás do bom humor cenográfico.
Agora, a mesma lógica reaparece sob outra forma. A crítica do chanceler alemão — objetiva, banal, perfeita, adequada e compreensível diante do fiasco da COP — foi tratada pelo prefeito como se fosse um ataque à própria identidade nacional. O patético ufanismo que tomou conta de parte da classe política, sempre tão insegura diante de qualquer opinião estrangeira, mostrou o quanto ainda somos reféns daquele patriotismo pueril que exige elogios como forma de validação emocional.
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Paes, claro, surfou a onda com a destreza de quem domina a arte da malandragem política. Investiu-se da função de defensor da honra nacional, como se o Brasil fosse extensão natural do seu gabinete. Fez de Merz um antagonista conveniente, desses que ele sabe combater com frases inflamadas que viralizam (logo antes de serem apagadas, pois quem tem chapéu-panamá tem medo). Nada convém mais ao malandro de gabinete do que um estrangeiro sóbrio — desses que não ri da piada, não dança o samba e não participa do teatrinho.




































Muito bom renovar a lembrança deste desqualificado político no cenário desta república pérfida.
Conhecido como “NERVOSINHO” na planilha de propina da Odebrecht, imagina ter sido esquecido em suas vís ações de ladroagem no cenário nacional. Parceirão nos tempos nem tão distantes, como esquecê-lo no grupo de Sergio Cabral na noitada em Paris em jantar dos “guardanapos na cabeça” com a escolha do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas? Como contraponto a este vigarista juramentado, nada melhor que recorrer a outro ladravaz da ‘república do chuvisco campista fluminense’, um certo Garotinho, para biografar este asqueroso político do Estado do Rio de Janeiro!
Tenta com esta sua ação -malandra e cinica- investir no esquecimento de sua ficha corrida para apresentar-se ao eleitor, mantendo-se na mídia como pretenso candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro.
Quebrou a cara e marcou posição de vigarista enganador que é e o eleitor saberá avaliá-lo no momento oportuno. Picareta! Oportunista!