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Política

A mensagem de Natal de Michelle Bolsonaro

Ex-primeira-dama proferiu um discurso com diversas referências religiosas aos brasileiros

Sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle construiu uma narrativa simbólica em torno da perseguição | Foto: Reprodução/YouTube
Sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle construiu uma narrativa simbólica em torno da perseguição | Foto: Reprodução/YouTube

Em um discurso marcado por referências religiosas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) enviou uma mensagem aos brasileiros na noite desta quarta-feira, 24, véspera de Natal.

Sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle construiu uma narrativa simbólica em torno da perseguição, do sofrimento injusto e da esperança que resiste mesmo em cenários adversos.

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Logo no começo, a ex-primeira-dama recorreu à história do nascimento de Jesus em meio à rejeição, à indiferença e à hostilidade para estabelecer um paralelo com o momento vivido pelo Brasil. Segundo Michelle, “o vale sombrio que se instalou em nosso país” não foi capaz de impedir que a luz permanecesse acesa — metáfora que atravessa todo o discurso.

A provação de Bolsonaro

Michelle classificou 2025 como “um ano muito difícil”, marcado por provações que, segundo a ex-primeira-dama, tornaram as pessoas “mais fortes a cada dia”. Ao longo do discurso, houve menções diretas a famílias separadas, perseguições e injustiças, sempre associadas à necessidade de perseverança e fé.

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A ex-primeira-dama também fez referência a um propósito assumido ao longo do ano: ver Jesus “no sorriso das crianças”, “no cansaço dos trabalhadores” e “no choro das famílias injustiçadas”. Essa frase reforça a ideia de missão, sacrifício e resistência moral diante das adversidades.

A convocação de Michelle Bolsonaro

O ponto mais enfático da mensagem surgiu na reta final do pronunciamento, quando Michelle convoca os apoiadores a permanecerem firmes “no propósito do nosso líder, o meu galego”, expressão usada para se referir a Bolsonaro sem mencioná-lo diretamente. Ela pediu orações pelo ex-presidente, pelas famílias que considera injustiçadas e pelo país. Defendeu, ainda, a construção de “uma nova nação por meio da verdadeira política”.

Ao desejar que 2026 seja um ano “repleto das graças e da misericórdia de Deus”, Michelle encerrou o discurso projetando esperança para o próximo ciclo político.

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