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Política

Seminário financiado com verba pública trata eleição como 'guerra' contra a direita

Evento promovido pela Fundação Maurício Grabois reuniu dirigentes de esquerda e pesquisadores

Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Um seminário promovido pela Fundação Maurício Grabois, entidade vinculada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), reuniu dirigentes partidários, pesquisadores e parlamentares para discutir estratégias de enfrentamento da direita nas eleições de 2026. Durante o encontro, realizado em fevereiro deste ano, participantes classificaram o cenário político como uma “guerra” e defenderam a ampliação da atuação da esquerda nas redes sociais, no campo jurídico e no uso de ferramentas de inteligência artificial.

O evento, intitulado “Guerra Cultural e Eleições em 2026”, foi transmitido pela internet e contou com a participação do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e do professor João César de Castro Rocha. A Fundação Maurício Grabois integra a estrutura do PCdoB e é financiada com recursos oriundos do Fundo Partidário.

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“Estamos falando de guerra, e esta eleição de 2026 se tratará disto: guerra”, afirmou Pereira Júnior durante o seminário, ao argumentar que grupos de direita já adotam estratégias permanentes de comunicação digital e disseminação de informações que influenciam o debate público. Na avaliação dele, a esquerda precisa responder de forma organizada a esse fenômeno.

Castro Rocha deu o mesmo diagnóstico. De acordo com o professor, a direita alterou a dinâmica tradicional das disputas eleitorais ao manter mobilização constante mesmo depois do encerramento das campanhas. “Donald Trump não reconheceu a derrota para Joe Biden em 2020; Jair Messias Bolsonaro não reconheceu a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022”, afirmou. “A extrema direita não faz campanha eleitoral; vive em campanha eleitoral permanente.”

Castro Rocha afirmou também que temas ligados à vida privada, aos costumes e às manifestações culturais passaram a ocupar posição central na disputa política. Para o professor, acontecimentos cotidianos são frequentemente incorporados ao embate ideológico travado nas redes sociais.

Esquerda quer se organizar politicamente

Além do diagnóstico sobre a atuação da direita, os participantes discutiram propostas de organização política para os próximos anos.

Uma das sugestões apresentadas foi a criação de uma rede nacional de núcleos municipais voltados à suposta defesa da democracia. A proposta prevê acesso compartilhado a modelos jurídicos para contestar rapidamente conteúdos considerados ofensivos ou “desinformativos”, termo usado com frequência para justificar medidas repressivas.

Outro tema abordado foi o uso de inteligência artificial generativa. Os participantes ressaltaram que a tecnologia pode ser utilizada para ampliar a produção de conteúdo político e educativo nas redes sociais, o que aumentaria o alcance de mensagens relacionadas a direitos sociais e mobilização popular.

A disputa entre esquerda e direita é assimétrica | Foto: Shutterstock
A disputa entre esquerda e direita é assimétrica | Foto: Shutterstock

Evento financiado com dinheiro público

A Fundação Maurício Grabois é mantida com recursos transferidos pelo PCdoB a partir do Fundo Partidário. Em 2025, o partido recebeu aproximadamente R$ 20 milhões por meio do fundo. Desse total, cerca de R$ 4,5 milhões foram destinados à fundação, segundo dados financeiros divulgados pela própria estrutura partidária.

Até maio de 2026, o PCdoB já havia recebido quase R$ 10 milhões do Fundo Partidário. Nos primeiros meses do ano, mais de R$ 1 milhão foi repassado à Fundação Maurício Grabois.

A legislação brasileira permite que partidos políticos mantenham fundações voltadas à formação política, pesquisa e produção de conteúdo programático. Os recursos utilizados por essas entidades podem ter origem em verbas recebidas por meio do Fundo Partidário, abastecido por dotações orçamentárias da União, multas eleitorais e outras fontes previstas em lei.

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2 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Um pesquisador que nada pesquisa é um professor que nada ensina kkk apenas apenas dois folgados que vivem do dinheiro público, ou seja mais dois mamadores do dinheiro dos brasileiros

  2. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    A B S U R D O !
    O MEU DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE EU PAGO, SENDO USADO PARA DIVULGAÇÃO DE IDEIAS DE UM PARTIDO QUE EU NÃO APOIO.
    SÓ NESSE BRASIL DESSE DESGOVERNO.
    É PRECISO ACABAR IMEDIATAMENTE COM ESSE TAL DE FUNDO PARTIDÁRIO. 😡😡😡

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