publicidade
Política

A arregada do século

Lula decidiu acrescentar mais um capítulo à sua interminável saga de vexames internacionais na ONU

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à Reuters no Palácio da Alvorada, em Brasília, Brasil, 6 de agosto de 2025 | Foto: Reuters/Adriano Machado
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à Reuters no Palácio da Alvorada, em Brasília, Brasil, 6 de agosto de 2025 | Foto: Reuters/Adriano Machado

Eis que, depois de seu fanfarrônico discurso na ONU, no qual desfiou o velho rosário do socialismo terceiro-mundista, o marido da senhora Janja da Silva decidiu acrescentar mais um capítulo à sua interminável saga de vexames internacionais. Ao recusar um encontro presencial com Donald Trump — justificando-se com a desculpa de que sua “agenda está cheia” (cheia de que não se sabe) —, o presidente brasileiro protagoniza uma das maiores arregradas da história das relações internacionais. E mostra que a resolução da crise diplomática entre os dois países, cuja repercussão tarifária ameaça os negócios nacionais, nunca foi de seu real interesse.

+ Leia notícias de Política em Oeste

Embora o cálculo eleitoreiro deve ter pesado na decisão — afinal, se há algo do qual um tiranete socialista sul-americano jamais abriria mão é um presidente “yankee” sobre o qual atirar as responsabilidades pelo próprio fracasso —, ficou claro que o descondenado-em-chefe simplesmente entrou em pânico ante a possibilidade de um tête-à-tête com aquele a quem chamou de “desumano” e comparou a um nazista. O mandatário brasileiro sabe que, sem o STF para calar a boca do interlocutor insolente, sem a claque doméstica, sem a militância digital para traduzir desaforos em “soberania altiva” e sem jornalista amigo para lhe soprar adjetivos, estaria nu diante do mundo. E não há “narrativa” capaz de cobrir a nudez política de um homem cuja coragem se limita a discursos inflamados em auditórios controlados.

Receba nossas atualizações

O lulopetismo

Em suma, a tentativa por parte da imprensa amestrada de transformar a pressão velada de Trump numa vitória política do presidente brasileiro não durou muito. Afinal, o chefe de Estado que se gaba de enfrentar o “imperialismo” fugiu como um bichinho assustado da chance de um encontro bilateral, usando a desculpa esfarrapada da falta de tempo, o mesmo tempo que lhe sobra para gravar vídeos engraçadinhos oferecendo jabuticabas ao presidente americano. Pois Trump está lá, no Salão Oval da Casa Branca, aguardando as prometidas jabuticabas. E deverá aguardar sentado, pois, pelo visto, o falastrão brasileiro as comeu todas, tendo como resultado um histórico piriri.

A “agenda cheia” é a metáfora perfeita do lulopetismo, que faz sempre muito barulho e muita propaganda, sem nada de substancial a oferecer. Assim é que a política externa brasileira virou um reality show de quinta categoria, no qual o protagonista foge do debate e depois posa de valente nas telas da mídia companheira. Se tragédia e farsa se revezam na história, o descondenado-em-chefe conseguiu a proeza de fundi-las numa só – um espetáculo de covardia performática digno de ser exibido no picadeiro do circo mambembe que se tornou a República.

Leia mais sobre:

1 comentário
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.