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Rastreamento de dinheiro e análise de falhas: o plano de trabalho da CPMI do INSS

Comissão do Senado deve convocar ex-ministros da Previdência Social

INSS precatórios
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deu início à segunda sessão, nesta terça-feira, 26.

O plano de trabalho do relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), estabelece as diretrizes das investigações sobre o esquema bilionário de fraudes que envolvem descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.

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De acordo com a Controladoria-Geral da União, os desvios podem ter alcançado R$ 6,3 bilhões. As vítimas tiveram descontos indevidos de associações e sindicatos, sem nenhuma autorização — um irmão de Lula pode ser convocado.

O plano delimita como marco inicial de apuração o ano de 2015, abrangendo os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula 3.

Principais eixos do plano da CPMI do INSS

lula telefona trump - reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à agência de notícias Reuters — 6/8/2025 | Foto: Reprodução/YouTube/@dwsofficial

O plano de trabalho deve ter seis eixos de investigação:

  • mapeamento do esquema fraudulento e do modus operandi das entidades;
  • identificação e responsabilização de servidores públicos, empresários e agentes externos;
  • impacto financeiro sobre as vítimas e sobre o Erário;
  • rastreamento do fluxo do dinheiro desviado;
  • análise das falhas institucionais do INSS e da Dataprev;
  • medidas legislativas para reforçar os mecanismos de controle.

Entre os primeiros atos, a comissão deve convocar ex-ministros da Previdência Social e ex-presidentes do INSS dos últimos quatro governos, além de ouvir o advogado Eli Coen e outros investigados citados em inquéritos da Polícia Federal.

A CPMI também vai requisitar informações de órgãos de controle e instalar um canal próprio para receber denúncias de aposentados.

Instalada em 20 de agosto, a comissão tem prazo de 180 dias para concluir as apurações, com previsão de entrega do relatório até 28 de março de 2026. O texto final deverá indicar responsáveis, recomendar punições criminais e administrativas e sugerir alterações na legislação.

“O objetivo é dar uma resposta firme ao povo brasileiro e garantir a restituição dos valores subtraídos dos aposentados”, afirmou Alfredo Gaspar no documento.

Leia também: “Perdulário e populista”, artigo publicada na Edição 284 da Revista Oeste

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