A derrota da indicação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi precedida por uma articulação política que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o ministro Alexandre de Moraes, com apoio de Flávio Dino na orientação de senadores maranhenses, conforme relatos obtidos pela coluna.
Moraes tem se queixado do avanço das investigações no entorno do Banco Master e da suposta inércia do governo nessa questão. Além disso, nos bastidores do STF, a vaga deixada por Luís Roberto Barroso virou estratégica para o equilíbrio na Corte. A avaliação de integrantes do tribunal ouvidos por Oeste é que a eventual chegada de Messias fortaleceria a ala de André Mendonça, composta de Nunes Marques, Luiz Fux e o presidente do STF, Edson Fachin. Na reta final, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes aderiam à campanha — a advogada Guiomar Mendes, ex-mulher do decano, chegou a ficar por algum tempo na primeira fileira da Comissão de Constituição e Justiça para acompanhar a sabatina de Messias.
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Dessa forma, Moraes e Dino passaram a atuar politicamente a fim de evitar a consolidação do novo arranjo interno. De acordo com ministros ouvidos pela reportagem, a movimentação incluiu interlocução com lideranças do Senado.
Nesse contexto, Moraes se reuniu com Alcolumbre, em um jantar em Brasília na véspera da sessão que rejeitou o nome de Messias. O encontro foi visto pelo governo federal como sinal de que o resultado já estava encaminhado antes da votação.
Nos corredores do Congresso, parlamentares disseram que houve mobilização coordenada para reduzir o número de votos favoráveis ao indicado de Lula. A estratégia incluiu conversas diretas com a oposição ao governo, indecisos e articulações conduzidas fora do plenário com o objetivo de impedir a formação de maioria mínima para aprovação.
Alcolumbre tinha interesse direto na rejeição de Messias. Desde o começo, ele não escondeu a mágoa por ter seu nome preferido, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), escanteado por Lula. Também a falta de diálogo do Poder Executivo com o Parlamento passou a ser interpretada por ele como “arrogância” de Lula. O petista tampouco cedeu ao senador cargos em estatais importantes, como os Correios. Desde a saída de Fabiano dos Santos, ex-presidente da estatal, o União Brasil queria indicar o novo chefe da empresa.
Messias perdeu por um placar de 42 contra 34, numa votação histórica, já que foi a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeitou um indicado ao STF. Lula saiu politicamente derrotado do processo de indicação.
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Derrota de Messias

O placar desfavorável ao chefe da AGU se deu mesmo com a liberação bilionária de emendas parlamentares e entrega de cargos em agências reguladoras, pelo Palácio do Planalto, a nomes indicados pelos senadores.
Lula fez ainda trocas na composição da Comissão de Constituição e Justiça para deixá-la “mais governista” na sabatina, em que Messias obteve o apoio de 16 parlamentares, depois de quase oito horas sob escrutínio.
Leia também: “O supremo estafeta”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 319 da Revista Oeste
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Agora vai tenrtar entubar o Pacheco goela abaixo. Espero que a oposicao se articule para não permitir qe esse vendido seja alçado ap STF.
Será que Alexandre de Morais entrou na jogada para ter contrapartida de não se instalar CPI do Master?
ESSA CPI ERA SÓ MARQUETIM POLÍTICO.
COM A QUANTIDADE DE PROVAS JÁ OBTIDAS , MAIS AS DELAÇÕES , NÃO ACREDITO QUE FARIA A DIFERENÇA !
SÓ UM CABEÇA DE BAGRE ACREDITA NESSA DITA ARTICULAÇÃO…
QUEREM DAR SOBREVIDA A ESSE FDP !