As recentes derrotas do governo Lula no Senado ampliaram o espaço de manobra política na Casa e aproximaram o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), de lideranças da oposição. Segundo relatos de bastidores, o senador intensificou articulações nas últimas semanas para ampliar sua base e viabilizar a reeleição ao comando do Legislativo.
Senadores ouvidos por Oeste afirmam que Alcolumbre passou a manter conversas frequentes com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Na avaliação de integrantes da oposição, episódios recentes reforçam esse movimento. A derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, nesta quinta-feira, 30, e a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), na véspera, são apontadas como sinais de alinhamento.
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O que pensa Alcolumbre
Apesar disso, há resistências. Senadores destacam que a oposição condiciona um apoio mais amplo ao avanço de pautas sensíveis, como pedidos de impeachment de ministros do STF — agenda que depende de decisão de Alcolumbre para ir a voto. O tema é tratado como central na disputa pela presidência da Casa.

Nesse cenário, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, segue como um dos principais nomes do grupo. Ele já disputou o comando do Senado e coordena a articulação política ligada à pré-candidatura de Flávio.
Do lado do governo, interlocutores afirmam que Lula pretende fazer uma nova indicação ao STF antes das eleições, mas descartou o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que contava com o respaldo de Alcolumbre.
Aliados do presidente do Congresso dizem que Lula tem sinalizado cautela em votações de maior impacto político. A tendência é deixar decisões mais sensíveis, como a análise de uma eventual indicação ao Supremo, para depois do período eleitoral.
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Concordar, confiar ou se associar com “Alcolumbre” é, no fundo, repetir o gesto do beijo de Judas: um ato que aparenta lealdade, mas carrega traição. Trata-se de um político que não inspira confiança, cuja trajetória revela não compromisso com o coletivo, mas uma busca incessante pela própria ascensão. Suas alianças parecem guiadas mais pela conveniência do que por princípios, e suas promessas soam como instrumentos para alcançar poder, não para servir à população. Apoiar alguém assim é assumir o risco de ser apenas mais um degrau em um projeto pessoal, onde o interesse público fica sempre em segundo plano.