Parlamentares de oposição articulam a derrubada dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria com mais de 350 votos. A sessão conjunta do Congresso Nacional para a análise ocorre nesta quinta-feira, 30.
A oposição espera reunir mais de 300 votos na Câmara para derrubar os vetos — número superior aos 291 registrados na aprovação original, em dezembro. Para a reversão, são necessários pelo menos 257 deputados e 41 senadores.
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Enquanto isso, o governo aposta suas fichas no Senado e no voto secreto da sessão conjunta, contando com a possibilidade de que parlamentares do centrão recuem, nos bastidores, de posições declaradas publicamente.
Segundo o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), “estamos trabalhando para poder conseguir o maior número de votos possíveis, ultrapassar 300 votos na Câmara de Deputados e 50 senadores”.
Expectativas da votação aos vetos da dosimetria
Na análise do deputado Maurício Marcon (PL-RS), se houver um acordo para não expor os parlamentares na votação, “acho que vai ser bem grande a vantagem que a gente vai ter na derrubada do veto”.
“Eu acho que a derrubada dos vetos vai mostrar ao país como o governo Lula segue perseguindo inocentes, enquanto tem a maioria do parlamento que, por vontade, se fosse própria, teria libertado essas pessoas já há bastante tempo”, afirmou.
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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou a atuação da oposição para a “derrubada desse veto vergonhoso” de Lula ao PL da Dosimetria durante cerimônia no Planalto em 8 de janeiro deste ano.
“Essa é a maior demonstração de vingança e revanche de um governo que fala da boca para fora que quer a reconciliação e a pacificação” ressaltou. “Eles falam que querem isso, mas querem perseguir. Acho que os parlamentares já entenderam isso e estão vendo a injustiça feita contra milhares de pessoas. Isso não vai resolver, mas vai aliviar um pouco. A reparação só vai acontecer com a anistia ampla, geral e irrestrita. Mas pelo menos podemos dar um passo importante para essas pessoas que já sofreram tanto, que nunca tiveram passagem pela polícia, tenham um pouco de paz, alívio e alento. Vamos derrubar.”
Para a deputada Carol De Toni (PL-SC), a expectativa é que “prevaleça a vontade soberana do Congresso, que já aprovou a dosimetria com ampla maioria”. “É urgente restabelecer o mínimo de dignidade a brasileiros que vêm sofrendo penas desproporcionais e injustiças evidentes.”
“A dosimetria ainda não é o ideal, o ideal é a anistia, mas é um avanço na direção correta”, salientou. “E a mensagem política é clara: existe um caminho para pacificar o país, e ele começa pela correção de injustiças, não pela sua perpetuação.”
O deputado Messias Donato (União Brasil-ES) disse atuar na articulação de interlocução no Congresso para que “esses homens e mulheres estejam em suas casas”. “A justiça vai minimizar a dor de quem não tem culpabilidade.”
“São idosos, pessoas de bem, gente que nunca colocou o pé em uma delegacia para dar um depoimento, gente que nunca foi ao fórum como testemunha. Estão puxando 12, 14, 15, 16 anos de cadeia. O próprio presidente Bolsonaro disse: que eu me sacrifique, mas que os patriotas possam desfrutar da dosimetria. Votamos com um placar muito folgado, mas infelizmente Lula foi e vetou. Nós iremos fazer justiça a esses homens e mulheres idosos, doentes, com comorbidades, devolvendo-os para a sociedade, para suas famílias, para os seus pais, para os seus filhos.”
A deputada Chris Tonietto (PL-RJ) também atua na derrubada “com ainda mais força do que quando aprovamos o projeto”.
“Enquanto o brasileiro não consegue fechar as contas no fim do mês, sufocado pela inflação e pelo crédito caro, o governo Lula gasta ‘energia’ para manter idosos, pais e mães de família injustamente presos”, alertou. “O Congresso está fazendo o que o Executivo se recusou a fazer: dar alguma justiça a quem precisa.”
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