A declaração do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, sobre “juízes vermelhos e azuis”, incomodou ministros do TST.
Mello Filho fez o comentário durante um evento do 1° de Maio e disse fazer parte da primeira categoria, que teria uma “causa”.
Receba nossas atualizações
Conforme um integrante do tribunal ouvido pela coluna em caráter reservado, Mello Filho prestou um “desserviço à Justiça do Trabalho”.
Outro juiz do TST disse que o presidente “tenta impor um pensamento único”, o que acaba provocando racha na Corte.
Mais um membro do tribunal ainda acusou Mello Filho de agir com “truculência” e que tenta “intimidar colegas”.
Em 2006, Mello Filho tomou posse no TST, após ter sido indicado pelo presidente Lula no ano anterior.
+ Veja mais notas exclusivas e de bastidor na coluna No Ponto
Fala do presidente do TST

Durante Congresso de Magistrados e Magistradas da Justiça do Trabalho, Mello Filho disse que a Justiça do Trabalho se divide entre “quem tem interesse” e “quem tem causa”.
“Nós, vermelhos, temos causa”, disse. Não temos interesse. E que fique bem claro isso, para quem fica divulgando isso aqui no país. Nós temos uma causa. E eles que se incomodem com a nossa causa. Porque nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse país precisam de nós. E a Constituição nos dá o poder para isso.”
Mello Filho também disse que é função do TST limitar o “capitalismo selvagem e desenfreado”.
Ele criticou a “precarização” do trabalho e o emprego “plataformizado” e defendeu o fim da escala 6×1.
Leia também: “O custo da ineficiência”, reportagem publicada na Edição 126 da Revista Oeste
Confira ainda
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
Defesa de Zambelli critica pressa em extradição da Itália
PEC que reduz maioridade penal aguarda ser pautada na CCJ do Senado
Novo pede investigação de viagem do diretor da PF a evento patrocinado pelo Master
A “causa” é das partes, não do juiz que tem o dever da imparcialidade.
Não pode mais continuar na magistratura e todos os processos dos quais participou e foi voto vencedor deverão ser reanalisados.
O presidente do TST, com sua declaração sincericida, reafirma que a justiça no país é parcial, tem cor, tem lado, obedece a “causas”, etc. Tudo, menos cumprir a lei.
E isso pode ser qualquer coisa, menos JUSTIÇA.
Deveria ser exonerado logo que isso veio a publico. Ele está lá para ser como todo Magistrado deve ser : neutro. Se quer defender causas (o que significa tomar partido de um dos lados da causa por opinião pessoal e não totalmente isento, seguindo a letra fria da lei) deveria se candidatar a político. Ridículo.
Vermelho é republicano e azul, democrata rsss
Nem devia exitir justiça do Trabalho.