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No Ponto

Mendonça autoriza PF a analisar 100 aparelhos apreendidos no caso Master

Ministro do STF também permitiu que a corporação realize depoimentos de investigados sem nova decisão judicial

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse de Cristiano Zanin como juiz da Corte - 03/08/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse de Cristiano Zanin como juiz da Corte - 03/08/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta quinta-feira, 19, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a seguir com a análise de cerca de 100 aparelhos eletrônicos apreendidos na investigação que envolve o Banco Master.

Desde a semana passada, Mendonça é o relator do processo no STF, em virtude da saída forçada de Toffoli.

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A PF havia comunicado Mendonça de que, se apenas um perito ficasse responsável pelo trabalho, seriam necessárias aproximadamente 20 semanas de dedicação exclusiva.

Por isso, o juiz do STF determinou que os aparelhos poderão ser distribuídos entre diferentes técnicos dessa área, conforme critérios internos da instituição.

Sigilo em decisão de Mendonça sobre o Master

Mendonça também estabeleceu que os dados extraídos devem ser preservados e usados “exclusivamente para fins legais”, com dever de sigilo inclusive dentro da PF.

O magistrado ainda determinou que a eventual abertura de investigações relacionadas ao caso Master dependerá de pedido prévio a Mendonça, que decidirá caso a caso.

Ministro libera ouvir investigados sem nova decisão

mendonça master
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Banco Master

A Mendonça, a PF também solicitou permissão para realizar atos comuns da investigação sem precisar pedir nova autorização judicial a cada etapa.

Entre essas medidas estão as oitivas de investigados e testemunhas na sede da própria corporação. A autorização vale desde que não envolva ações que dependam de decisão específica do STF, como prisões, quebras de sigilo ou outras medidas mais restritivas.

Ao analisar o caso, o magistrado concordou com o pedido a fim de dar mais agilidade à investigação.

Dessa forma, a PF poderá seguir com depoimentos e diligências rotineiras da instituição.

Leia também: “Sem saída”, reportagem publicada na Edição 309 da Revista Oeste

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