O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Distrito Federal levaria mais de 30 anos para zerar a fila de exames Holter na rede pública de saúde.
O dado consta em auditoria relatada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, que avaliou a organização e o funcionamento das Redes de Atenção à Saúde.
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O documento aponta “deficiências estruturais e operacionais relevantes” no sistema público de saúde.
Conforme o levantamento, havia cerca de 30 mil solicitações reprimidas para o exame Holter (que monitora a atividade cardíaca) em maio de 2025, enquanto a média mensal de oferta era de apenas 81 exames.
A auditoria também apontou situação crítica em outros procedimentos da mesma área.
“Chama atenção o quadro dos exames Holter e Mapa”, observa o acórdão. “Para o primeiro, careceria de mais de 30 anos para sanar a fila existente. Segundo o TCU, o cenário Mapa, usado para monitorar a pressão arterial, também é considerado crítico. A auditoria revela que a fila do procedimento cresceu 45,2%.
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TCU identifica mais falhas

O relatório identificou ainda falhas estruturais na atenção primária do DF. Os auditores apontaram déficit de profissionais e problemas na disseminação de protocolos clínicos.
Outro ponto destacado envolve a distribuição dos recursos da saúde.
Em 2023, a atenção primária à saúde recebeu apenas 3,2% do orçamento da Secretaria de Saúde do DF, com execução de 58,37% dos recursos disponíveis.
Já a atenção especializada concentrou 79% do orçamento e executou 88,35%.
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